28.10.16

Da quebra da rotina e da sorte que eu tive

Quando a gente tem qualquer rotina, da mais simples que seja, o nosso cérebro entra em uma espécie de "piloto automático", e isso é comprovado cientificamente por neurologistas e cientistas do cérebro. A gente, ou o nosso cérebro, repete quase que automaticamente os mesmos passos para as funções  que estamos habituados a fazer no dia a dia.

Se manter uma rotina é importante, até para a organização das funções do dia a dia, a quebra dela, por menor que seja, pode resultar em um problema, ou na pior das hipóteses, em uma tragédia. Lembro de ter visto, tempos atrás, alguns casos de pais que, quando mudaram um determinado percurso que faziam diariamente, esqueceram o filho trancado no carro. Não porque eles não amassem ou não se importassem com a criança. Simplesmente porque o cérebro registrou que eles já haviam feito aquela tarefa. Lembro de um caso assim, de um pai que esqueceu o filho ou a filha, não me lembro bem, no carro, e a criança veio a óbito. Na época isso foi muito comentado. Comentou-se sobre o sofrimento e a perda dessa família, sobre o papel que a rotina a exerce sobre a nossa organização diária e também como o acúmulo de tarefas faz com que muitas pessoas tenham um esgotamento mental. Lembro que o juiz não condenou aquele pai e alegou que ele já estaria condenado pelo resto da vida. Reiterou que ele precisava de apoio e ajuda e não de mais uma condenação. Eu achei muito sensato da parte do juíz, imaginem só a culpa que esse homem já vai carregar pelo resto dos seus dias.

Um tempo atrás aconteceu algo comigo sobre a quebra de rotina. Calma, não esqueci nenhuma criança por ai! Bate na madeira! Não foi tão grave como esse caso, mas que poderia ter me causado um constrangimento e um prejuízo.

Nesta época eu fazia um curso três vezes por semana em Zurique. Todos os dias de curso, eu tomava o trem com aquele ticket que você precisa validar na máquina assim que você chega na plataforma, ou seja, validá-lo uma vez era suficiente para o meu ir e vir. Assim, a minha passagem já ficava paga para o meu percurso de ida e volta. Acontece que em um dia de curso, eu precisei primeiro ir para um compromisso em outra cidade e depois para Zurique. No fim do curso voltaria, como de rotina, para a minha casa. Comprei ticket, fui para o meu compromisso. Terminou o meu compromisso, comprei outro ticket até Zurique. Neste dia não daria para eu validar o meu bilhete como fazia de costume porque ele não contemplava a outra cidade.

Bom, terminou o curso e eu fui para a estação de trem. Ainda fiquei esperando lá uns quinze minutinhos até dar o horário de tomar o meu trem. Não me passou pela cabeça que eu não tinha o ticket para voltar para a casa, porque o meu cérebro, naquelas circunstâncias já havia registrado que eu já tinha validado o meu ticket na ida.
Controlador da cia de trens suíços SBB
Foto: Jornal Blick (Symbolbild) Keystone/Gaetan Bally
Pra encurtar: peguei o trem sem um bilhete válido. Na hora que eu sentei e o trem começou a partir, me deu um click e eu lembrei imediatamente que estava sem o meu bilhete! Entrei em pânico! Naquele  horário, próximo das 18:30 hs e também horário de rush, acho que em pelo menos 98% das vezes neste percurso que eu fazia, tinha controle. Eu estava perdida! Já fiquei imaginando a vergonha que eu passaria, a explicação que eu daria para o controlador, os olhares reprovadores dos outros passageiros e os 100 francos que eu morreria na multa. Veja bem pagar os 100 francos ia me doer, entretanto doeria bem menos do que a vergonha que eu passaria com aquele trem cheio e todo mundo, não me olhando diretamente, porque suíço é discreto (rs), mas presenciando aquela situação. Pânico, pânico, pânico. Pensei em me trancar no banheiro e só sair quando o trem chegasse, pensei em simular um desmaio se o controlador aparecesse... aqueles 23 minutos do meu percurso me pareceram uma eternidade.

Foto: typoblog.ch
Aviso bem humorado em um trem na cidade de Zug: Atenção: viajar no negro pode colocar sua saúde em risco. Irritação, stress, ansiedade e uma multa de 80 francos são prejudiciais. Viva mais saudável - tenha sempre um bilhete válido. 

Começo a rezar, pedindo pelo amor de Deus para não ter controle naquele dia. De repente, abre-se a porta e vejo um homem de roupa social e gravata. Pensei: agora ferrou, é o controle. Para a minha sorte, era só um passageiro procurando por um assento vago. Dez minutos, quinze minutos, vinte minutos, nada do controlador. O alto falante anuncia que a minha estação está próxima, me levanto e corro para a porta. Felizmente, por uma sorte imensa, neste dia não houve controle. Respiro mais aliviada do que nunca!

Agora, quando por algum motivo eu mudo uma rotina minha que envolva compra de bilhetes, eu, antes de sair de casa, coloco um aviso no despertador do celular para me lembrar disso. Um stress como esse não quero nunca mais passar!
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24.10.16

Sauser, o vinho do outono

Aproveitando que estamos no outono, quero pegar o gancho dessa estação do ano que marca presença não só pela beleza, como também pela sazonalidade de diversos produtos, para escrever sobre um delicioso vinho de outono.

Foto: http://www.delikatessenschweiz.ch
O Sauser é um vinho sazonal que é exclusivamente consumido no outono. Ele não é pra mim uma descoberta recente, mas sabe como é né, o tempo vai passando, as idéias vão ficando pra depois e quando eu vejo PLUFT!... já se passaram quatro ou cinco meses, ai pra mim, não faz mais sentido escrever sobre um produto do outono, lá na primavera (rs.) Tenho que pegar o embalo agora, no outono!

...Enfim, entrando no assunto ...

Feito com uvas frescas, utilizadas antes do processo de fermentação, o Sauser é um vinho leve, de graduação alcóolica em torno de 4%. É um vinho barato e delicioso, que lembra um pouco um espumante e deve ser consumido bem rápido, pois logo após a sua abertura ele se fermenta muito rápido. A garrafa também não deve ser mantida com a boca para baixo e nem deitada porque o vinho vasa (devido a presença do ácido responsável pela fermentação, ele fica constantemente em estado gasoso, digamos assim).

Foto: www.weinkellereirahm.ch
Aqui na Suíça o Sauser pode ser encontrado nas delicatesses, nas lojinhas de vinho, nas feirinhas regionais de outono ou ainda no supermercado Coop. Porém, eu, particularmente não gosto muito do Sauser que é vendido no Coop (da linha Qualité & Prix). Acho pouco artesanal e o sabor, quando comparado aos comprados nas feirinhas regionais ou nas lojinhas menores, deixa muito a desejar.

Enfim, para quem quiser provar esse vinho que é fruto da primeira colheita de uvas da temporada, tem que ser rápido, porque só é possível comprá-lo entre setembro e outubro. Corre que (acho) que ainda dá tempo!!

Zum Wohl! (Saúde!)

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23.10.16

Outono: tempo da fartura e da colheita

O outono é uma estação do ano muito especial por aqui. Parece que acontece uma certa mágica quando as folhagens das árvores começam a mudar de cor e vão ficando deslumbrantes. No Brasil o outono é muito sutil, somente em algumas regiões do país é possível ver toda essa transformação. Por isso que pra mim, o outono é um período sempre muito especial e - principalmente - fotogênico. Que cores!

Mas, não é só pela mudança na coloração das folhagens que o outono é especial: essa estação simboliza o tempo da fartura, o momento de colher o que foi plantando na primavera e no verão. Com isso o outono aqui no hemisfério norte é um período ainda mais cheio de particularidades. Devido às baixas temperaturas ao longo do rigoroso inverno, não é possível que se plante nada durante os meses mais frios do ano. No hemisfério sul há colheita e fartura praticamente o ano todo, exceto em regiões de clima muito seco ou quando não chove ou, ao contrário, quando chove muito, enquanto aqui, só é possível que se comece a plantar algo a partir da primavera!
Maças colhidas no chão, de árvores que estavam carregadas e abóbora no jardim de uma casa
Lembro agora de assistir alguns filmes, principalmente que retratam a era medieval, onde o Outono era muito celebrado, porque naquela época, sem as facilidades de hoje em dia (importação de alimentos, transporte facilitado e etc... ), o outono era visto quase que como um renascimento. Todo alimento que chegava à mesa era bem vindo, abençoado e saboreado com gratitude.
Colheita de outono em uma feirinha na cidade de Colmar
Aqui na Suíça há alguns festivais e mercados de outono, onde são vendidos alimentos da colheita regional, típicos do outono como a abóbora, a castanha portuguesa, o suco de maçã puro e algumas sobremesas regionais como o Vermicelles, que é um doce feito a base de castanhas. Neste post aqui, eu até escrevi sobre algumas comidas típicas de outono.

Páteo do castelo de Hallwill: feirinha de produtos regionais de agricultores da região do Aargau
Suco de maçã, diretamente da fruta. Feito e vendido na hora!
Aqui é ainda muito comum que alguns agricultores deixem parte da colheita para ser vendida na beira da estrada. É possível comprar abóboras, maçãs, sucos de uva e etc...  E, sem que um vendedor esteja presente para receber o dinheiro. Para nós, brasileiros, ou melhor dizendo, sulamericanos em geral, que não estamos acostumados com isso, parece até coisa de outro mundo!

Saborear algumas comidas típicas do outono, como a carne de caça, as castanhas portuguesas tostadas (heissi maroni) tem um significado especial no outono, porque somente nesta época é possível comer essas iguarias. Além disso, alimentos como as abóboras, uvas ou as maçãs, tem um sabor muito melhor quando consumidos nesta época do ano.

Fora isso tudo, o outono é também o mês dos cogumelos e muitos suíços tem por hábito "caçar" cogumelos nas florestas. Há verdadeiras expedições em busca deles. Mas, atenção, só faça isso com alguém que conheça as variedades dos cogumelos. Alguns não são comestíveis e outros, mais perigosos ainda, são venenosos.

Enfim, é tudo isso que a gente pode ter no outono. Além da beleza das cores das folhas das árvores, poder saborear alimentos frescos e colhidos de fazendas locais, faz com que o outono tenha um sabor e um significado ainda mais especial. É um tempo valorizado e muito celebrado aqui na Suíça.


Que a fartura e o mesmo sentimento de gratidão que os agricultores têm com a colheita permaneçam também conosco durante todas as outras estações do ano.

🍁🌰🍁🍂   Viva o outono!!   🍁🌰🍁🍂
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21.10.16

Brockenhaus

Ta aí, uma coisa super interessante aqui na Suíça que, até então, eu ainda não havia tido aquele click para escrever sobre. É que depois de um tempo morando aqui, certas coisas do cotidiano passam mesmo "batidas", viram rotina. Sem contar que, felizmente, a vida off blog anda bem dinâmica e não é mais como "antigamente" que quase tudo era novidade pra mim e eu sempre escrevia no blog. Até que lendo um post no blog da Gabi, que está morando recentemente em Berna, li que ela comprou algumas coisas em uma Brocki e ai eu peguei carona no post dela para escrever esse. :-)

Pois bem, as "Brockenhaus" ou "Brockenstube", seriam o equivalente as lojas de segunda- mão ou aos brechós que temos no Brasil. Essas lojas surgiram na Suíça por iniciativa do Exército da Salvação. E, embora no Brasil isso só agora esteja despontando como "tendência", aqui na Suíça essas lojas existem desde o século 19!

Entrada para a Brockenstube da cidade de Aarau e a placa comemorativa:
esse ano essa loja completou 100 anos de existência!!

Para os suíços, é um hábito bem comum comprar coisas de segunda mão nas "Brocki", como são conhecidas essas lojas por aqui. E, não é só por uma questão de economia não. Aqui há uma conscientização muito grande sobre o reaproveitamento de coisas e, consequemente, gerando assim uma preocupação com o meio ambiente. Para que vou comprar um móvel novinho se eu posso ter um de segunda mão em bom estado? Pois é, essa é a linha de pensamento de muitas pessoas por aqui. Acho que essa linha segue também na mesma linha da precisão suíça com a qualidade das coisas, que são feitas para durarem, por anos e anos, senão décadas.

Por coincidência essa semana eu passei por uma Brockenhaus. Eu mesma já comprei duas coisinhas nesta Brocki. E, embora eu não seja uma consumidora voraz dessas lojinhas, até por falta de hábito mesmo, de vez em quando gosto de dar uma bisbilhotada nestas lojas.

Essas foram duas loucinhas que eu há tempos já havia comprado na Brocki do Aarau. Uma, já transformei em decoração. A outra, ainda não sei o que fazer, rs...

 

Na minha casa o porta azeite virou um vasinho!
E, ao contrário do que eu no início pensava, não tem só (embora tenha bastante) quinquilharia nestas lojas. Há coisas bem interessantes, de tradição e de qualidade, como porcelanas da Villery & Boch e Rosenthal por exemplo. Com paciência, vontade e olho bom, é possível garimpar muitos objetos.

Uma pequena mostra do que é possível encontrar na Brocki:

Jogo de porcelana chinesa em perfeito estado por 280 francos e essa cristaleira por 275 francos
Bonecas antigas, jogo de pratos da marca Villeroy & Boch por 6 francos, livros e louças e mais louças, que são vendidas a partir de 2 francos a unidades!

Além de roupas, quadros, vasos, enfim, tem um mundo lá dentro!


Para quem gostou da idéia das Brockis, uma outra boa opção, são as lojas da Caritas. Essas vendem exclusivamente roupas, sapatos e acessórios, além de doações como meias, gorros e perfumes novos, que vieram de lojas que sobraram em estoque. As roupas vendidas na Caritas, por exemplo, estão sempre em perfeito estado. Isso eu afirmo com 100% de certeza porque já fiz trabalho voluntário na loja da Caritas. Lá as roupas que chegam como doação são todas triadas, sempre pra verificar se não estão descosturadas, sujas ou muito velhas (em mau estado mesmo). Essas não entram na loja para serem vendidas. Na loja também não são vendidas roupas altmodisch (fora de moda, de corte antigo), tudo nestas lojas é bem atual. E, não são só vendidas roupas de segunda mão de lojas populares, como também, com sorte, é possível encontrar roupas de grifes como Burberry, Celine, Armani e etc... Já vi um casaco da Burberry lindo, sendo vendido por 80 francos. Só não comprei porque não era o meu número! Pena....

A Brockenhaus do Aarau fica localizada na rua Ziegelrain 16 (próximo ao supermercado Denner). Para encontrar as lojas Second Hand da Caritas, acesse esse site. Você também pode procurar pela Caritas da região onde você mora fazendo uma busca pelo google.

Bom garimpo!
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13.10.16

Açaí em Zurique

Esse post deveria ter saído no verão... mas sabe como é né?! O tempo foi passando... mas agora, ei-lo aqui. Antes tarde do que mais tarde! E além do mais, nunca é tarde para comer um açaí, né?!

Descobri a Juicery 21 meio por acaso, já que eles ficam localizados em uma "portinha" na Sihlstrasse em Zurique. É um lugar bem pequeno, que pode até passar batido por quem circula na região, mas lá tem um dos açais mais gostosos que já provei por aqui. Tá, não provei tantos assim, mas o de lá é bem gostoso.
A bancada da Juicery21.
Foto: página da empresa no Facebook
A entrada da Juicery21
Foto: página da empresa no Facebook

O açaí é gostoso, mas não é puro. Ele é misturado com frutas vermelhas, mas mesmo assim não perde nada em sabor. Infelizmente não lembro mais o preço...



Então, fica ai a dica pra quem quiser comer um açaí ou tomar um smoothie de frutas. A Juicery21 é uma boa opção e com coisas bem saudáveis.

Depois que fui lá, uma amiga comentou que o dono é um sueco que fala português. Isso que é um açaí globalizado.
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11.10.16

Lisboa está na moda

É verdade, Lisboa está mesmo na moda!... essa foi a frase que ouvimos, durante nosso breve percurso do hotel até o aeroporto de Lisboa, do simpático sr. taxista que nos levou. Eu confirmei com ele que achava que sim, visto que, muitos hotéis que eu pesquisei nas regiões mais turísticas e centrais de Lisboa, já estavam lotados para o período que passaríamos na cidade.
Região da baixa em Lisboa
Lisboa é umas das minhas cidades favoritas na Europa. Agora em setembro estive lá pela terceira vez e acho que nunca vou enjoar de voltar. Das outras duas vezes fiquei sempre por um curto período (uma vez 1 noite e outra vez 2 noites), mas que foram suficientes para visitar os pontos turísticos mais importantes como o Castelo de São Jorge, Torre de Belém, Mosteiro dos Jerônimos, o Parque das Nações e ainda flanar pela cidade, inclusive com o elétrico (bonde). Quis pegá-lo novamente, mas atualmente os bondes só trafegam LOTADOS.
O icônico elétrico número 28
Mosteiro dos Jerônimos com as filas quilômétricas. Mesmo assim, vale muito a visita!
Mosteiro dos Jerônimos por dentro. Há 5 anos atrás... hoje em dia estaria lotado.
Desta vez ficamos 3 noites e 4 dias na cidade e deu pra perceber que agora Lisboa está muito mais cheia e bem mais turísticas do que das outras vezes em que lá estivemos. A cidade está tão, mas tããão mais turística, que é praticamente impossível visitar os principais pontos turísticos sem pegar filas vagarosas e quilômétricas. Vimos filas enormes e demos graças a Deus por já termos visitado algumas atrações das outras vezes em que estivemos na cidade.
Castelo de São Jorge. Um encanto!
Deu pra repetir a visita ao Castelo de São Jorge, mas o Mosteiro dos Jerônimos foi impossível ir de novo. Claro que ainda vale a pena pegar fila pra visitar o Mosteiro dos Jerônimos ou o Castelo de São Jorge, mas te dou um conselho: acorde cedo e se prepare, pois as filas são grandes e lentas. Ou então tente comprar o ticket on line (se bem que conversando com uns brasileiros que estavam em Lisboa, eles disseram que tentaram várias vezes comprar para visitar o Mosteiro dos Jerônimos, mas o site só dava erro....).

Em Lisboa, por onde se olhe, as fachadas e painéis em azulejos dão um show!
 
Então, pra quem estiver pensando em ir para Lisboa, tenha em mente que para visitar os pontos turísticos (principalmente se for em finais de semana), poderá ser bemmmm demorado. Mas eu te garanto que valerá a pena. Mesmo que não se visite esses pontos turísticos, a visita por si só a cidade é um deleite para os olhos.
Praça do Rossio
Claro que o fato de Lisboa estar vivendo esse boom turístico faz um bem danado para a economia. Entretanto eu espero que a cidade não perca o seu charme com essa multidão. Poxa, Lisboa era conhecida de poucos... rs...

 Parque das Nações, com sua área de lazer bem gostosa e com um vista linda para o Rio Tejo.
Parque das Nações visto a partir do terraço do Shopping Vasco da Gama
Não sou de registrar as viagens que faço aqui, até porque esse não é um blog de viagens, mas quis deixar esse curto relato sobre Lisboa, já que é uma cidade que eu adoro e não tenho nenhum registro dela nesse blog. Sem contar que para os brasileiros, principalmente para os que não moram no Brasil, ir a Portugal - exageros a parte - é um pouco como ir ao Brasil, nossas histórias estão completamente atreladas. Além disso dá pra amenizar um pouco da saudade do idioma, da comida, do jeitinho que conhecemos, já que Portugal é bem mais perto pra quem mora na Europa.
 Bairro da Alfama.
A vantagem de voltar em uma cidade que a gente gosta é que conseguimos aproveitá-la mais e melhor, sem aquela correira e "obrigação" de ter que ver isso, ter que fazer aquilo. Em uma segunda ou terceira visita dá pra fazer tudo com calma e sem pressa. Uma coisa que fizemos dessa vez e que não tinhamos feito das outras vezes, foi visitar o convento do Carmo e também o passeio de barco pelo rio Tejo.
As ruínas do convento do Carmo
 O elevador Santa Justa. Subimos a pé mesmo até o Convento, pois a fila
para o elevador, estava enorme!
Lisboa vista pelo barco que navega através do Rio Tejo
Já o passeio de barco, fizemos mesmo porque estávamos perto do Mosteiro dos Jerônimos, que  desistimos de visitar novamente por causa da fila quilómetrica. Assim, para aproveitar o dia, resolvemos fazer o passeio de barco. 

Praça do Comércio vista através do Rio Tejo
Se, por um lado Lisboa vista do Tejo é ainda mais bonita, por outro, os funcionários da Confeitaria Nacional, que é a empresa responsável pelo passeio de barco e pela confeitaria propriamente dita, não são lá muito simpáticos (exceção para a moça que trabalhava no caixa e que era uma simpatia). Os outros funcionários pareciam completamente desmotivados e até de "saco cheio" dos turistas. A atmosfera do barco poderia ser mais agradável se a música que puseram para tocar não fosse tâo chata (não me lembro qual, mas era chata, rs...), e se os funcionários fossem mais simpáticos e solícitos. Um percurso tão bonito, mas sem ninguém que pudesse te oferecer um café, bebida ou algum doce ou salgado da confeitaria, visto que havia um restaurante/café no barco. Enfim, a empresa poderia proporcionar uma experiência bem mais agradável para os turistas. Esse passeio custa 20 euros.
Café da Padaria Portuguesa: tudo delicioso. Me refestelei de tomar suco de laranja natural todos os dias :-).
Tirando esse pequeno percalço, as outras experiências em Lisboa foram realmente ótimas. Comida de qualidade e barata e cafés e doces divinos. Sem contar que os lisboetas, na sua maioria, foram sempre muito simpáticos e solícitos. Atendimento sempre cordial no comércio e nos restaurantes, mesmo quando haviam muitos turistas.
O melhor coquetel que tomei em Lisboa no restaurante/bar
Nosolo Itália na praça do Comércio.
Assim que eu puder, voltarei a te visitar de novo, e de novo...e de novo... Lisboa. Até breve, Portugal!

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