30.9.14

Um perfume, uma lembrança

Definitivamente eu não sou uma pessoa de um perfume só. Claro que eu tenho os meus favoritos, mas não sou aquela pessoa que usa um perfume para a vida toda, ou pelo menos o mesmo por anos a fio.

Meu amor atual é pelo Chopard Brillant Wish (adoro ele no outono-inverno) e pelo J'adore (que eu já acabei com um vidro grande inteiro e quero comprar outro, mas estou esperando encontrá-lo em alguma promo, hehe), que eu acho que combina tanto no verão quanto no inverno.





Fora esses, tenho alguns que eu gosto muito de usar no verão, como o Acqua Di Gió (que eu amo) e um que eu comprei no início do verão, o Jour d' Hermés, que é uma delícia, mas que eu usei pouquíssimo, afinal tivemos poucos dias realmente quentes.




No Brasil eu geralmente tinha dois ou três frascos, no máximo, de perfumes, que eu ia alternando e usando conforme o meu humor. Aqui, bem... aqui..., perfume é muito mais acessível, então dá pra comprar sem sustos e sem comprometer o orçamento. Mas, ainda assim, eu me contenho.

A maioria dos meus perfumes estão em frascos de 30 ml. Eu prefiro assim porque eu acho que é melhor para alternar com os outros, não dá tempo de enjoar e só quando eu gosto muito (caso do Jadore e do Acqua di Gió) eu compro em frascos maiores.

Dar perfume de presente também pode ser arriscado se você não conhecer bem a pessoa. Eu só arrisco isso com as minhas irmãs, mas com elas tenho a liberdade de dizer que elas podem trocar o perfume umas com as outras, se não gostarem do aroma ou se gostarem mais de um do que do outro. Enfim, liberdades que você tem com a família.

Olfato é mesmo uma coisa engraçada. Há anosss atrás eu usei um perfume chamado Volupté do Oscar de La Renta. Lembro que eu o experimentei em uma loja de shopping e fiquei apaixonada pelo perfume dele. Passado um tempo, comprei um frasco médio, acho que de 50 ml e usei até o fim! Eu simplesmente adorava aquele cheiro.

Já te amei, hoje não mais :-(.

Depois disso, usei muitos outros perfumes e nunca mais vi, ou me interessei, por ter de novo o Volupté. Até que alguns meses atrás, navegando em um site de compras, dei de cara com este perfume!! Quase não acreditei que ele ainda existia, e melhor, estava por um preço super amigo. Não pensei duas vezes e comprei!

Eu não entendo muito de notas de perfume e tal, só sei bem quando é cítrico ou floral,rs... mas não reconheço em profundidade as notas. Para efeito de reconhecimento "olfatístico", o Volupté está descrito como sendo um perfume com uma fragância marcante floral oriental, com notas de melão, tangerina, cravo, lírio do vale e jasmim, acompanhado por um buquê de incenso e âmbar.

Dito isso, qual foi a minha surpresa (e até decepção) quando abri o perfume e o cheirei... ele simplesmente não tinha mais aquele perfume que eu adorava. Sei lá porque, não consegui mais gostar do cheiro dele. Até me surpreendi de como um dia pude gostar de um perfume assim! Achei forte e adocicado demais. Percebi que assim como o olfato, o paladar e os nossos gostos também mudam com o passar do tempo...

Para perfume não me peçam fidelidade.

E você, gosta de perfume, tem algum favorito? Conta pra mim, vai!

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25.9.14

Minhas palavras/expressões preferidas em alemão

Depois que você aprende um idioma e começa a dissecar as palavras e aprender e entender o significado delas, tanto isoladamente quanto no contexto de uma frase, você as vezes nem se dá conta quando algumas palavras já entram tão automaticamente no seu vocabulário, mesmo que você  esteja falando em português com alguém. Alemão é uma lingua complexa e para cada coisa, mesmo que elas sejam semelhantes, existirá uma palavra diferente. Olha, quem tem um vocabulário vasto, consegue falar bonito, rs... Pensando nisso, resolvi elencar algumas palavras e/ou expressões que eu mais gosto ou mais uso no alemão.


Termin (compromisso): gosto desta palavra pela praticidade e funcionalidade dela. Se você diz a alguém que tem um "termin", ou que não poderá aceitar determinado convite porque já tem um "termin", já está mais do que explicado que você tem um compromisso. Você não precisa expicar se o seu compromisso é uma consulta médica, uma entrevista, um encontro, um horário no cabeleleiro, um passeio, um curso... ou etc... Termin, por si só, já diz que você tem um compromisso, e já basta.



Leben(vida): Lebendiges Leben (Viver a vida, uma vida vibrante!). Eu adoro esta expressão!! É quando você quer dizer que algo ou alguém é cheio de vida, ai você usa a expressão "lebendig", que vem de Leben. Quando alguém vive a vida com paixão, intensamente ou tem paixão por algo: Er lebt ein "lebendiges Leben", ele vive a vida intensamente!

Sonnenschein: (brilho do sol). Essa expressão só passou a fazer sentido pra mim, depois que vim morar em um país com um inverno rigoroso. No Brasil, pra mim, pouco importava se o sol brilhava ou não, afinal lá temos dias bonitos praticamente o ano todo. Aqui é motivo de alegria e de sair imediatamente de casa quando "die Sonne scheint" (o sol brilha), ou quando há um "Sünneli" (solzinho em suíço alemão, eu também adoro essa palavrinha!).

Schön: (lindo, bonito). Também gosto desta palavra pela simplicidade e funcionalidade dela. Existem várias expressões em alemão para dizer o quanto algo é bonito, lindo, maravilhoso (wunderschön, wunderbar), porém os suíços usam mais a expressão "Schön", para dizer que  algo é bonito ou lindo. Depende muito da enfase que se dá a palavra. Pode ser um simples "das ist schön", ou "das ist mega schönnnn"! Aliás, mega é uma palavra muito usada por aqui quando queremos dar mais enfase a um adjetivo.

Heimweh: (saudade de casa). Se essa expressão fosse traduzida ao pé da letra: Heim (lar) weh (dor). Porque sentir saudade de casa, às vezes dói. Es tut weh (isso dói).

Lar não é um lugar. Lar é um sentimento.
Heimat (Pátria). Sempre que eu preenchia algum formulário por aqui, no lugar do país (Land) muitas vezes vinha a palavra "Heimat", ou "Heimatsland". No Brasil, eu lembro de ver poucas vezes a palavra Pátria sendo referida tanto em formulários, quanto no dia a dia, talvez isso aconteça em formulários para estrangeiros no Brasil, não sei. Heimat significa mais do que simplesmente "pátria ou país". É o lugar em que a pessoa nasce e tem as primeiras experiências de socialização que vão moldar o seu caráter e a sua identidade. Acho válido que o lugar de onde você venha seja chamado de Heimat e não simplesmente de "Land" (país).

Herlizch Willkommen (Seja bem vindo). Herlizch (caloroso) - Calorosas boas vindas!
Eu particularmente gosto da palavra Herlizch porque me lembra a palavra coração ( Herz ), então desde o começo quando eu lia esta expressão, eu entendia como "seja bem vinda de coração", rs... e essa passou a ser a minha leitura para essa frase.

Schnüsig (fofinho): Essa é uma palavrinha que está no dialeto suíço-alemão. É muito usada quando você brinca com um bichinho ou vai dizer que um bebê é muito fofinho ou bonitinho. Oh, es ist so schnüsig.

Existem outras palavras e/ou expressões que eu também gosto, mas o post iria ficar enorme se eu fosse listar todas. Alemão é um idioma que eu aprendi a gostar e ainda tenho muito que aprender. Um dia eu chego lá :-).


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23.9.14

Cinco coisas sobre o meu blog

A Grazi que escreve o blog Apenas a minha jornada, e a Gê que escreve o blog Insanidade Temporária, me "intimaram" a responder essa "tagzinha" sobre os motivos que me levaram a ter um blog. Bom, missão dada é missão cumprida! Seguem as minhas respostas:

1) Como surgiu a ideia do blog e por que?
A idéia surgiu por acaso. Nunca pensei em ter blog e nem conhecia direito esse universo. De repente, fui descobrindo vários blogs de expatriados(as) e fui me interessando, até que um dia, decidi ter um também, rs.. Primeiro para ter uma lembrança para a posteridade (rs..) do que fiz, vi e vivi por aqui e depois porque sempre gostei de escrever e ter um blog te ajuda muito nisso, acaba virando um hobby.

2) O nome dele tem algum motivo específico?
Sim, o nome eu escolhi pensando em coisas que as pessoas mais lembram quando pensam na Suíça. Acho que fondue & chocolate são duas coisas que representam bem a Suíça.

3) Já se meteu em problemas por causa do blog?
Problemas não. Mas é claro que já apareceram aqueles anônimos que deixaram comentários desagradáveis, muito provavelmente por inveja ou despeito, rs... Claro que você não precisa concordar ou gostar de tudo o que escrevo, mas se for se manifestar, faça isso com educação! Entretanto esses coments eu apenas ignoro, não vale a pena perder tempo com gente que se esconde atrás de uma tela para agredir os outros.

4) O que o blog te trouxe de bom desde a origem dele?
Ah, muita coisa... além do conhecimento e do aprendizado, me trouxe amizades virtuais que mais parecem reais de tanta proximidade que eu sinto que tenho com algumas blogueiras, que eu gostaria muito de "desvirtualizar" e conhecer pessoalmente. Além disso, fico muito feliz quando recebo algum email e/ou comentário dizendo que uma postagem minha ajudou a pessoa em alguma coisa, seja no planejamento de uma viagem à coisas simples do dia a dia aqui na Suíça. Não sou de fazer marketing e propaganda do blog, como eu escrevi anteriormente, é um hobby, mas quando o que escrevo ajuda alguém, fico muito satisfeita.

5) Já teve tua privacidade invadida por causa do blog?
Não, até porque eu não gosto de expor demais a minha vida privada no blog. Claro que com o tempo isso acaba fazendo parte, mas algumas coisas eu prefiro manter mesmo na esfera família&amigos, do que expor na internet, afinal a gente não sabe bem quem está do outro lado da tela.

Bom, a brincadeira propõe que você passe o desafio para mais cinco pessoas com as mesmas perguntas ou com perguntas diferentes. Vou usar as mesmas perguntas para intimar convidar as seguintes blogueiras(opa tem um blogueiro ai também) para responder a essa tag. São eles:

Vânia, do blog Diário de uma teimosa
Monique do blog My carioca way in America
Paula do blog Mundo da Paula
Cristiano do blog Nada de Mais
Eliana do blog Vivendo aqui na Holanda

Claro que só responde quem quiser, ok? Sem ressentimentos...rs...

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15.9.14

Wellness, um ritual de inverno para relaxar

Wellness é algo muito cultural aqui na Suíça. A palavra wellness remete a algo como bem estar. É um ritual para o relaxamento do corpo e da alma. No Brasil, creio que se assemelha aos Spas. Porém aqui, tudo isso é muito mais acessível.
 
Aqui na Suíça há muitos lugares que oferecem um programa de Wellness, seja só mesmo para relaxar ou como parte de tratamentos, como por exemplo, do reumatismo.

Existem desde clínicas, resorts, saunas e hotéis (Kurhotel) à banhos públicos, que nada mais são do que clubes que possuem piscinas com águas termais, onde se paga avulsamente  para passar o dia ou mesmo algumas horas mergulhada nas águas relaxantes e curativas. Há diversas opções de wellness, desde as mais sofisticadas que incluem sauna, massagem, banho de imersão com produtos específicos e exclusivos, até os mais simples, que é o mergulho por si só nas águas termais. Na Thermas Leukerbad, por exemplo, os preços começam em 29 francos para passar o dia, ou 23 francos por três horas, além de um pacote chamado fit-day que inclui entrada+banho turco+sauna por 39 francos.

Piscina thermal em Leukerbad no cantão de Wallis. Foto: myswitzerland. com.
As piscinas podem ser ao ar livre ou mesmo cobertas e a temperatura das águas variam entre 28 a 43 graus! 

Foto: graubuenden.ch

Por aqui, a cultura do Wellness é muito presente na vida das pessoas. Não é difícil encontrar os produtos, (até mesmo em supermercados) que te ajudem a fazer um mini ritual de wellness em casa mesmo, já que a maioria dos banheiros das residências (antigas ou novas) possuem banheira.

Meu mini "wellness" com alguns dos meus produtos
Com o tempo eu também fui me rendendo ao ritual do wellness (ou bad: banho de banheira) e de vez em quando faço esse banho de imersão em casa. Tenho alguns produtos que eu amo para isso e às vezes nem dá vontade de sair da banheira. É uma terapia!


Os meus produtos favoritos são os da linha da Welleda, do Dr. Kneipp (principalmente o óleo de amendôas), e o da Tetesept, (adoro o Orientalisches Hamam Bad, que tem um cheiro que eu AMO!), além do óleo Séve, que é um clássico para os brasileiros, rs... e as bolas efervescentes da Lush.


Agora, com a chegada do inverno, não tem nada mais relaxante do que mergulhar em uma banheira de água quente com óleos, sais, máscara para o rosto e para o cabelo, e tudo o que você tem direito, e passar alguns bons minutos lá dentro. Junta-se a isso o calor dos aquecedores+a água quente da banheira+a boa isolação da casa+uma boa música = total relax!
Claro que isso é uma coisa para ser de feita de vez em quando, já que exige tempo e tem que ser feita com calma, já que o objetivo é relaxar.

Dependendo do que você queira (relaxar ou despertar), existe uma variedade de produtos que te ajudam neste objetivo. Para despertar é ideal que se faça o banho de manhã e para relaxar, a noite!

O inverno também tem o seu lado bom, e um deles é o Wellness, ou simplesmente um banho de banheira!


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13.9.14

Innsbruck

Inn: nome do rio que corta a cidade
Bruck: vem do alemão Brücke (ponte).
Innsbruck: Ponte sobre o rio Inn.


No feriado nacional suíço, que foi em primeiro de agosto, eu tive a oportunidade de conhecer essa linda cidade austríaca, da qual eu já tinha tanto ouvido falar.

Innsbruck vista da janela do hotel
Innsbruck é uma cidade pequenina e estava bem animada e lotada de turistas. Para quem mora na Suíça não é difícil chegar lá, tanto de carro quanto de trem (de Zurique por exemplo, se chega lá em três horas e meia direto, sem precisar de conexão), e em um dia ou em um final de semana dá pra ver muita coisa.

A ponte "Innbrücke"
A ponte que deu o nome à cidade, por fim, não é especial nem nada. Eu esperava mais, afinal o nome da cidade está ligado a essa ponte, mas enfim... a cidade é bonita de qualquer jeito. 


Innsbruck está localizada no vale do Inn e é a capital do estado do Tirol.  A cidade está rodeada por montanhas, sendo a Nordekette a mais conhecida delas. Innsbruck me lembrou um pouco da cidade de Chamonix Mont Blanc que também é cercada pelos alpes e de quase todos os pontos da cidade você os avista.


Nosso plano era subir até as montanhas, mas o tempo lá em cima não estava lá grande coisa (muito nevoeiro quando chegamos), e no mais para quem mora na Suíça, montanha é o que não falta (rs..) e a Nordekette nem é assim tão alta (2.334 metros). Fica para a próxima.


As casinhas coloridas a beira do rio Inn deixam a paisagem ainda mais especial.


Voltando ao centro da cidade: um dos pontos mais apreciados é o "Telhado de Ouro" (das Goldenes Dachl, como é dito na Aústria). A estrutura é uma referência e o telhado é considerado o mais famoso símbolo da cidade.


Originalmente o prédio foi construído em 1420 para servir como residência para os soberanos tiroleses. No ano de 1500 ele foi concluído e o teto foi decorado com 2738 telhas de cobre dourado por ocasião do casamento do imperador Maximiliano I com Bianca Maria Sforza.


A sacada do "Goldenes Dachl" foi projetada para servir como um camarote real, onde o imperador e sua comitiva imperial poderiam sentar-se e observar os festivais, torneios e outros eventos que aconteciam na praça. Isso sim era um camarote com a cara da riqueza nobreza, hein?!

A sacada é muito bem decorada, com desenhos que mostram Maximiliano I entre duas mulheres, a atual Bianca e a ex Maria de Bolonha. A ex foi retratada porque ele não quis se indispor com os aliados que ganhou no primeiro casamento por conta da influência da família de Maria de Bolonha. Hummmm será que Bianca ficou com ciúme, ou aceitou participar do jogo político? Gente fina é outra coisa...

Os prédios da cidade são tão bonitos e tem uma arquitetura tão especial que sempre tem gente fotografando
Atualmente o Telhado de Ouro é a sede da Convenção Internacional Alpina, que é uma coligação de países que tem o compromisso de lutar pelo desenvolvimento sustentável dos alpes europeus.


Hofburg, o palácio imperial dos Habsburgos, os antigos soberanos da Aústria
Por fim, Innsbruck é uma cidade jovem e cheia de vida. Os prédios tem uma arquitetura muito bonita  e a cidade, embora pequena, tem um ótimo comércio (com várias lojas Swarovsky, já que o a marca é austríaca e tem até um museu da marca nas proximidades de Innsbruck, que eu acabei não visitando), shoppings, restaurantes, cafés e muita gente circulando.


 Algumas das belas fachadas do centro de Innsbruck



Existem duas faculdades na cidade, a de medicina e a Universidade Mozarteum de Música. Embora Mozart tenha passado só um curto período na cidade, ele e a sua música são reverenciados em Innsbruck, assim como em toda a Aústria.

A Sacher Torta (bolo de chocolate com um recheio de damasco),
é um bolo famosíssimo na Aústria e uma especialidade de lá
Come-se bem em Innsbruck e a cidade não é muito cara não, principalmente se a compararmos com qualquer cidade suíça! Foi uma delícia passar um pouco mais de um dia por lá. Se eu pudesse eu passaria a vida viajando. Adoro!

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8.9.14

As típicas casas do cantão de Wallis

"Então o lobo mau gritou:"
- "Abram logo essa porta! Senão eu vou soprar, soprar, soprar, e essa casa
de madeira eu vou derrubar
!"
(Os três porquinhos).


Acho que são casinhas parecidas com a que temos no nosso imaginário, quando lembramos da historinha dos três porquinhos, que eu vi no povoado de Münster.


Münster é uma pequena vila, cujas casas de madeira dominam as suas ruas. O povoado fica localizado no cantão de Wallis (ao sul, já a caminho da Itália) na Suíça de lingua alemã. O cantão de Wallis é dividido entre dois cantões: o lingua alemã (Wallis) e o de lingua francesa (Valais). O francês é a lingua materna de mais de 60% da população.


Estas casas foram feitas de madeira de riga (uma espécie de pinheiro) e foram construídas para serem "Einweckbauten", que significa algo como "feita para morar e trabalhar sobre o mesmo teto". As casas foram construídas para serem funcionais e não somente para ostentarem beleza e rusticidade.


As casas são muito bonitas, rústicas e bem cuidadas. Lembram muito aqueles
chalezinhos de montanha que aparecem em filmes.



Algumas casas da região, aos poucos foram se modernizando, mas mantiveram o estilo de usar madeira na construção.


Uma curiosidade é que as casas mais antigas, que precisavam armazenar grandes quantidades de alimentos, começaram a serem invadidas por ratos. Foi então que estacas de pedra em roda foram fincadas acima da base, impedindo que os roedores conseguissem subir e entrarem na casa. Boa idéia!

Casa com a "Mäuseplatten", a pedra contra os ratos.
Estar nesta vilinha não foi nada planejado. Estavamos na rota para Bettmeralp (escreverei sobre em outro post), quando nos deparamos com este povoado no nosso caminho e resolvemos parar.


 A região é cercada de casas para temporada (ferienwohnung) e hotéis que auxiliam aqueles que estão de passagem pela região, tanto no inverno como no verão. E por falar em verão esse final de semana foi ótimo. Espero que os dias de sol fiquem por aqui por mais um tempinho!

Mochileiros se preparando para "Wandern", a caminhada nos Alpes.
Foi uma grata surpresa, descobrir um lugarzinho tão típico suíço e com casas tão preservadas como as que vimos.



 A Suíça é um país pequeno e de fácil mobilidade, tanto de carro, como de ônibus ou trem. A cia suíça de trens, a SBB, te leva até nos mais profundos rincões do país...rs..


Wallis não é um local que aparece muito em roteiros e folhetos turísticos quando se fala em Suíça - apesar de ser nesta região que está localizada um dos maiores símbolos da Suíça, a montanha Matterhorn, que é conhecida como a montanha do Toblerone - mas que vale a pena ser visitada, tanto no verão quanto no inverno.



Próxima parada: Bettmeralp. Bis bald! (Até beve!)

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3.9.14

Olten

Olten é uma cidade suíça que fica localizada no cantão de Solothurn. Ela é a maior cidade deste cantão. Com esse negócio de eu trabalhar temporário, dias sim, meses não, rs.. e ainda, infelizmente, sem muita perpectiva de um contrato fixo, aproveitei um dia de folga e lá fui eu parar em Olten. Turisticamente a cidade parece não ser muito explorada ou visitada, a não ser, creio eu, pelos locais, entretanto a cidade não deixa de ter a sua importância.

A cidade de Olten cortada pelo Rio Aare. Ao fundo a ponte de madeira que corta o rio.
Olten está localizada em um importante entroncamento ferroviário. A sua estação de trem, que é relativamente grande, liga e faz várias conexões entre as maiores cidades suíças como Zurique, Basel e Berna, por exemplo, além das linhas regionais. Além disso desde 2011 a SBB, que é a cia de trens da Suíça, transferiu o setor de cargas internacionais para Olten.

Uma ruazinha bem fofa no centro antigo de Olten
Eu havia estado em Olten uma vez, em um final de ano, naquele intervalo entre o Natal e o ano novo e a cidade estava bem parada e como o dia estava bem cinza, naquela circunstância acabei mesmo só dando uma voltinha por lá e fiz pouquíssimas fotos. Desta vez, passei mais tempo na cidade e deu pra explorá-la um pouco mais.



O centro histórico, como na maioria das cidades suíças, está bem preservado e guarda algumas casas comerciais com fachadas lindas!

Holzbrücke (ponte de madeira) sobre o rio Aare construída em 1803.
Fora do centro histórico, mas muito fácil de ser localizada, está a catedral St.Martin, que é muito bonita e é considerada a maior e mais importante igreja católica no estilo neo-românico da Suíça.




A igreja tem uma nave linda e os seus vitrais e o altar também são muito bonitos!


Olten é aquela típica cidade suíça onde parece que a vida passa bem devagar... apesar de ser considerada uma cidade média, de estar no acesso para Autobahn A1 que vai de Zurique a Berna e a Autobahn A2 que a liga para Basel, e que costuma até ter congestionamento nos horários de rush, ainda assim Olten tem ares de cidade do interior.


Além disso, eu, particularmente, achei o comércio de lá mais "fraco", se compararmos por exemplo com Baden ou Aarau, que são cidades quase do mesmo porte e que ficam relativamente próximas, mas que possuem um comércio mais atraente. Mas para quem gosta da marca Naf Naf, lá no centro antigo de Olten tem um Outlet desta loja. Eu entrei rapidamente e vi muiiita roupa por lá, mas no dia eu não estava na vibe e nem com paciência de procurar nada, rs...Vi muita roupa lá por 15 francos. Fica a dica!



Coincidentemente quando estava voltando para a casa, encontrei no trem uma colega que fez curso de alemão comigo. Comentei que estava em Olten e tal para dar uma volta e ela disse que não achava "graça nenhuma nas cidades suíças" e que elas eram "todas iguais", rs..  Juro que eu não consigo entender como uma pessoa consegue morar durante tanto tempo em um país que não é o seu, e não ter curiosidade nenhuma de explorar o lugar em que vive.  Bom, mas cada um vê o mundo da maneira que lhe convém. Eu sempre consigo enxergar algo de diferente nas cidades que visito por aqui!
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