26.8.14

Saldo do verão suíço de 2014

Abri o meu guarda-roupas neste último final de semana e me dei conta que logo logo terei que guardar as roupas de verão (aliás acho que já deveria ter feito isso, mas a esperança é a última que morre) e começar a organizar as roupas para o outono/inverno.

Previsão para os próximos dias... vem mais chuva por ai...

Em pleno mês de agosto, que geralmente ainda é quente, já tem amanhecido bem friozinho e não dá mais pra sair de casa sem carregar um casaquinho.

"Querido verão, vá embora!!
Seu inverno".

O verão foi tão curto e tão, mas tãããão chuvoso que eu até consigo me lembrar do número de vezes que consegui usar (ou não) algumas das minhas roupas que comprei para o verão:

Um vestido, duas saias, um shorts e duas regatas, que eu comprei e não tive oportunidade de usar.
Uma sandália usada duas vezes


Um shortinho mais "socialzinho"  e um vestido de alcinha usado apenas uma vez... e ainda deve ter mais algumas coisinhas que foram usadas pouquíssimas vezes.

Eu que adoro usar saias e vestidos no verão, esse ano quase não deu. O guarda-roupa de verão foi calça jeans mesmo e de preferência com algum sapato fechado pra proteger da chuva!

Um casal de amigos esteve aqui na segunda quinzena de junho e eles tiveram muita sorte com o tempo, porque não choveu. Deu pra gente passear e nós aproveitamos. Depois disso, foi só chuva mesmo.


Eu e minha amiga, que ficou encantada com as casas de madeira e com as flores!

Rios que encheram, eventos reprogramados, plantações prejudicadas, e etc... eu acho que os prejuízos foram imensos para alguns setores. Aqui perto de casa mesmo tem uma floricultura que vende e produz as próprias flores. Geralmente até o final setembro eles ainda costumavam ter vários tipos de flores, mas agora ela está praticamente vazia, de flores e de clientes... Minha varanda ficou mais "tristinha" este verão porque simplesmente não deu muito gosto de comprar flores para estes dias chuvosos.

Sem contar o setor de turismo que deve de tido uma queda violenta. Em compensação eu li que os museus nunca estiveram tão cheios.

Nós ainda conseguimos dar uma escapada de uma semana até a Itália, que diga-se de passagem, é um dos destinos de férias mais visitados pelos suíços, tanto pela proximidade, quanto pela probabilidade de tempo bom.

O item mais usado foi mesmo o guarda-chuva. Um dos meus acabou de vez, porque além da chuva, ventava tanto, mas tanto, que só por Deus mesmo, rs..

É isso, 2014 foi o ano do não-verão na Suíça. E do não-inverno também.

Estou contando os dias para as minhas férias no Brasil!

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19.8.14

A linda Schauffhausen

Esse foi o verão mais chuvoso desde 1965 na Suíça. Nunca vi nada igual nestes anos que moro aqui. Por isso quando surge, literalmente, uma luz no fim do tunel no final de semana, simplesmente não dá pra ficar em casa! E foi assim, que fomos parar em um domingo (raro) de sol na cidadezinha de Schauffhausen.

Eu em frente a construção que foi bombardeada em 1944, durante a segunda-guerra, e reconstruída no ano seguinte.
Schauffhausen está localizada no extremo norte da Suíça e foi fundada no ano de 1045. A cidade se tornou bastante conhecida devido as Cataratas do Reno, que é a maior queda d' água da Europa. Aliás Schauffhausen surgiu porque os navios de comércio acabavam ancorando na cidade, pois as cataratas impossibilitavam prosseguir a viagem.

Em outra ocasião eu estive nas cataratas do reno, mas além das cataratas, a cidade de Schauffhausen merece uma visita a parte, pois ela é muito bonita!!


O centro histórico da cidade, mereceria um capítulo exclusivo. Ele é lindo demais, com as suas fachadas de cair o queixo, de tão bem decoradas e ricamente detalhadas que são. Um luxo!




No passado, a decoração das fachadas era um símbolo de status nas casas dos ricos comerciantes.


Detalhe para a fachada da Haus zum Ritter. A mais bonita da cidade!



Além das fachadas, Schauffhausen conta com prédios, cujas sacadas envidraçadas e decoradas, estão citadas entre os mais de 30 edifícios que fazem parte do Patrimônio Suíço de Importância Nacional.



No centro da cidade a circulação de carros é proibida, o que é ótimo, pois assim você consegue ver tudo com calma e tranquilidade, prestando atenção nos detalhes.



Outro monumento que faz parte da paisagem urbana de Schauffhausen, é a fortaleza de Munot.


Ela está localizada no ponto mais alto da cidade e para alcançá-la você deve subir uma escadaria imensa. Mas o esforço é compensado, pois lá do topo você tem uma bela vista da cidade.

Eu me preparando e tomando fôlego para subir a escadaria e alcançar a fortaleza Munot.


A fortaleza em si não tem nada de muito interessante por dentro. Ela foi construída com o intuito de proteger a população. Em caso de uma invasão, o local serviria de abrigo, mas isso nunca foi preciso.

Schauffhausen vista do alto da fortaleza Munot. Uma linda vista da cidade!
Do outro lado da cidade, está a promenade que circunda o rio Reno. Ela estava bem movimentada devido a temperatura que estava bem agradável, então muita gente resolveu sair de casa para aproveitar o dia.



Eu, feliz com o sol e com o meu blazer da cor dele, hahaha.
É na cidade de Schauffhausen que também está localizada a fábrica IWC Schauffhausen, que produz os luxuosíssimos relógios da marca. Os preços deles começam em torno de 8000 francos suíços. Um luxo para poucos...

Fica ai a dica de uma cidadezinha linda e que está localizada a menos de uma hora de trem direto de Zurique e que merece ser visitada.

Viel Spass :-).

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14.8.14

A tranquila Scuol

Fica até difícil encontrar um adjetivo diferente para nomear as cidades alpinas da Suíça que não sejam, "tranquila", "pacata", "calma" "sossegada" e semelhantes.


E com Scuol não poderia ser diferente. Talvez na temporada de inverno a cidade fique um pouco mais agitada por conta dos esportes de neve. Mas no verão a calma e a tranquilidade parece que também prevalecem por lá.


Assim como Tarasp e Samnaum, Scuol também está localizada no cantão de Graubünden no acesso para Davos e St. Moritz.


O nome da cidade deriva do latim, Scopulus, e passou por muitas mudanças através dos anos. Até 1943 o nome oficial era Schuls (que é o nome da cidade em alemão), depois passou a ser Bad Scuol/Schuls. Em 1970 a cidade passou a se chamar somente Bad Scuol. Até que, finalmente em 1999, o nome da cidade passou a ser oficialmente Scuol.

Calma total em uma tarde de sábado de verão
A cidade tem cerca de 4.800 habitantes e é muito conhecida pelo seu clima ensolarado na maior parte do ano, mesmo no inverno, onde o sol brilha mais horas por dia do que a média das cidades suíças. E realmente, saindo de Samnaun, deu pra ver a mudança nítida de temperatura. Realmente, o sol brilha mais em Scuol.


A região está cercada pela cordilheira alpina e ainda assim é uma das regiões mais secas da Suíça, entretanto, apesar disso, neva bastante no inverno.


A cidade não sofre por falta de neve e a temperatura no inverno chega facilmente a menos 20 graus de temperatura.



É um destino muito apreciado também por causa das águas termais curativas. Muitos hotéis/spas oferecem tratamento através da água que é naturalmente gaseificada.

Algumas fontes públicas são geralmente equipadas com duas torneiras: uma com água normal e outra com água gaseificada. Ambas potáveis.


Arquitetura típica das casas da região do Engadin

Scuol é um destino tranquilo, no verão é ideal para quem é adepto das caminhadas. Wandern ou Nordic walking, como são conhecidas as caminhadas nos alpes. No inverno, certamente a cidade "bomba", do jeito suíço, é claro, rs... pela quantidade de neve e pela estrutura montada para alcançar o topo dos alpes e esquiar.

Eu só preciso aprender a esquiar. Ainda não tive vontade e coragem de fazer isso. Quem sabe um dia...

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8.8.14

Tarasp e o seu castelo medieval

Tarasp é mais um pacato povoado suíço que fica no cantão de Graubünden, na Suíça de língua reto-romanche (que é um idioma que mistura alemão com italiano). Graubünden é também o maior e mais montanhoso cantão da Suíça. A cidade de Tarasp está localizada neste cantão, no vale do Engadin, onde também fica Samnaun e St Moritz.

A paisagem de Tarasp não poderia ser mais clichê e representativa da Suíça: um vale alpino de paisagem idílica!

Tarasp vista do alto do castelo medieval

Eu acho romântico e me soa até pueril quando alguém comenta que queria morar em um lugar assim, de paz e sossego.


Realmente, o lugar é lindo, mas pra morar, sei não... é preciso lembrar que no verão a Suíça é uma coisa, no inverno é outra... e os invernos nas montanhas são difíceis, rudes, longos e escuros e morar em um lugar assim, é viver, literalmente isolada. Acho que nem na minha aposentadoria me acostumaria a viver em um lugar desses, rs... mas essa sou eu...  há pessoas que são muito felizes morando em lugares assim. Pra mim, passar alguns dias, seria bom e relaxante!

Pensando na vida... acaba não mundão!
A cidadezinha é bem isolada. De comércio há os hotéis e os restaurantes que estão lá por conta do turismo da região, principalmente o turismo de inverno.

Entrada de uma pousada na região com a placa escrita em reto-romanche, um dos idiomas oficiais
da Suíça, e que tem a raiz latina.
Café com a "Bündner Nusstorte", que é uma torta de nozes com uma espécie de caramelo no meio.
Uma especialidade da região de Graubünden.
Só vi um supermercado por lá e que funciona dentro da agência dos correios. A "grande" cidade próxima é Scuol, que vou falar em outro post.




Esse vilarejo já pertenceu ao clã dos Habsburgos da Aústria e manteve-se como município austríaco até 1803, quando o território passou para a Suíça.

O envelhecimento da população da região tem se constituído em um desafio para Tarasp. O vilarejo contava com 312 pessoas até dezembro de 2012 e sem perspectiva de aumentar muito.

Caminho para chegar no castelo

O castelo medieval de Tarasp é um ponto turístico e você só pode visitá-lo em um tour guiado, que acontece diariamente. O valor para a entrada no castelo é de 12 francos para adultos.


Fotos dentro do castelo não são permitidas, somente no páteo. As únicas fotos que você pode fazer de lá, é de uma parte aberta que te dá a vista do vilarejo. No site do castelo, você pode ver a galeria de fotos e ler outras informações.

Estava acontecendo um casamento no dia em que visitamos o castelo.
Deu até vontade de casar de novo (com o mesmo marido, rs...) só pra casar em um castelo!
O castelo pertenceu a um industrial de Dresden, cidade da Alemanha. O Dr Karl August Lingner, estava em férias em Tarasp quando visitou o castelo e ficou indignado com a condição dele. Ele então comprou o complexo por 20 mil francos suíços e levou a cabo uma reforma completa.

O castelo de Tarasp no alto da cidade.
Esse mesmo senhor, foi o inventor da marca Odol, que é um enxaguante bucal muito conhecido e comercializado na Alemanha e também na Suíça até hoje. Na época do lançamento deste produto, o sucesso dele foi tão grande, que com o dinheiro das vendas, foi possível comprar e reformar todo o castelo.


Infelizmente o Dr Lingner não teve tempo de morar no castelo, pois quando estava tudo pronto para recebê-lo, ele morreu inesperadamente.







Hoje o castelo pertence a família Hesse de Darmstadt, na Alemanha, que continua a garantir a manutenção e a administração do castelo.

Foi só uma pena que no dia em que visitamos Tarasp, o tempo estava nublado e o sol não apareceu. Bom, mas pelo menos também não choveu, o que já pode ser considerado uma vantagem em vista do verão torrencial que estamos tendo, rs...

Por fim, Graubünden é uma região mais isolada e muito bonita e que preserva os costumes alpinos e tem o seu próprio idioma. É uma região muito conhecida para quem curte esportes de neve. Lá também tem as melhores águas termais. St. Moritz é a sua mais famosa e glamourosa cidade. Vale a pena conhecer a região!

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