27.2.14

Ein schöner Winter

Was für ein schöner Winter. Que inverno lindo! Acho que eu já repeti essa frase umas trezentas vezes desde que o inverno começou até agora.

Um dia de inverno ao redor do lago de Zurique

Nunca na história desse país houve um inverno tão bonito como agora. Este inverno tem sido muito bondoso, tirando alguns poucos dias de muito frio, o inverno está sendo "quente". Até os suíços, que são velhos de guerra e de inverno, estão surpreendidos.

Cidade de Thun, no cantão de Berna, no início deste ano.

Mas não é todo mundo que está super feliz. Que o digam os praticantes de esportes de neve. Neve nas montanhas até que tem, (pelo menos até dezembro não tinha nevado muito), mas não sei se na qualidade (neve tem qualidade sim, rs...) ideal para os esportes de neve. Assim dizem os especialistas.

O lago Bodensee, visto pelo lado alemão no domingo passado.

Sinceramente? Eu estou adorando esse inverno. Temperaturas amenas e dias lindos de sol e céu azul. Eu sei que isso não é bom para o equilíbrio do meio ambiente, mas, depois do inverno difícil que enfrentamos o ano passado, esses dias ensolarados vieram para alegrar a alma e aquecer os corações!

Lago de Zurique - de novo!
Os termômetros chegaram a marcar em dias consecutivos, 10, 12 graus de temperatura, o que é anormal para os meses de inverno.

E os primeiros sinais de que a primavera está chegando - até com uma certa antecedência - são algumas florzinhas típicas desta estação, como o Krokus, que já estão começando a brotar.  As tulipas, que eu amo,  já estão começando a serem vendidas. E as que eu plantei já começaram lentamente a brotar.

Krokus, as primeiras florzinhas da primavera no canteiro aqui de casa

Olha, os dias estão tão bonitos, que dá vontade de sair na rua cantando que nem os passarinhos, rs... Está dando até para ir de um ponto a outro de bicicleta, coisa que em um inverno típico eu não conseguiria fazer.

Obrigada Santa Clara por ter ouvido as minhas preces!

Was für ein schöner Winter!

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24.2.14

52 Objetos - Semana 38


♥ Objeto 38

O que é: Caixinha para guardar bijouterias



De onde vem: Foi comprada em uma lojinha de artesanatos

Onde fica: Em cima de uma cômoda

Porque foi escolhido: Não tem uma razão especial para esta escolha. Este é somente mais um objeto que uso para tentar organizar as minhas coisas. Não são todas as minhas bijuterias/jóias que ficam guardadas nesta caixinha, mas sim aquelas peças que não ficam embaraçando quando estão juntas. Acho essa caixinha bem bonitinha e por ser de tecido, acaba protegendo as peças que normalmente oxidam quando são guardadas naquelas caixinhas de metal.

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18.2.14

Aarau, a pacata capital do Aargau

Eu não sei porque eu ainda não tinha escrito nada sobre Aarau, acho que pelo fato da cidade estar tão perto de casa, acabou passando batido. E também pelo fato de eu fazer a maioria das coisas em Zurique, Aarau acabou ficando meio que esquecida. Mas vou corrigir isso agora.

A torre do relógio, na entrada para o centro antigo

A cidade de Aarau é a capital do cantão do Aargau,  (é dito Argóvia em português) e e está localizada às margens do rio Aare, cujo nome batizou a cidade e o cantão.



A região onde a cidade está localizada, fica no centro do triângulo de cidades importantes como Zurique, Basel e Lucerna. E devido a esta localização central a cidade foi reconhecida desde cedo. Por isso em março de 1798 Aarau foi declarada a primeira capital da Suíça.



Entretanto o título permaneceu com a cidade somente até setembro. Isso porque a cidade, mesmo com os ajustes que estavam sendo feitos, foi considerada pequena para ser a capital da República Helvética.


A entrada para o centro antigo

No século XV a região do Aargau foi governada pela família Habsburgo da Aústria, cujo poder foi centralizado em uma extensa área deste cantão. Até hoje há referências desta época na região, como castelos e mosteiros.




Hoje em dia a cidade se transformou em um centro comercial e cultural. Por ser pequena é possível fazer tudo a pé. A cidade conta com uma estação de trem bem moderna. Ela foi reformada há pouco tempo e está localizada há poucos metros do centro da cidade, tornando tudo acessível.



Apesar do centro ser pequeno, ele é muito charmoso! Tem um comércio razoável, teatro, um museu de artes, biblioteca, alguns bares e restaurantes. E, mesmo com tudo isso, costuma ser muito tranquilo!!!



A rua "moderna" e o centro velho. O novo e o antigo sempre andam de mãos dadas na Suíça.
 



Outra característica especial do centro antigo, são as casas com os beirais pintados (aqui chamados de Dachhimmel) que existem desde séculos atrás.



Eu sou a própria boba das fachadas. Não canso de me admirar com elas. Vivo olhando para cima que qualquer dia vou dar com a cara no chão, haha.






Outra curiosidade é que Albert Einstein estudou durante um ano em Aarau e de lá seguiu para terminar os estudos no Politécnico de Zurique.

Além disso, o cantão do Aargau abriga castelos muito lindos, como o de Hallwil, Lenzburg e Habsburg, que eu já visitei, e qualquer hora farei um post sobre eles.

Mas no momento é só. E obrigada por me acompanharem no passeio!

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17.2.14

52 Objetos - Semana 37


♥ Objeto 37

O que é: Batom vermelho


De onde vem: A maioria foi comprada aqui, acho que um ou dois comprei em algum free shopping de aeroporto.

Onde fica: Em um porta batons de acrílico

Porque foi escolhido: Quem me conhece, sabe que eu sou discreta. Sempre fui. Porém a única "extravagância" que eu não abro mão é de usar batom vermelho. Já tentei outras cores, mas não adianta: sempre me acho pálida com aqueles batons nudes. Nos outros acho lindo!! Hoje, de vez em quando, ainda tento usar batom mais claro, mas mesmo assim tem que ter uma corzinha. Minha boca não tem aquele vermelhinho natural, é pálida também, rs.. Quando eu comecei a usar maquiagem, era só um batom e pronto. Até porque não era como hoje em dia, em que as meninas de 14 anos já saem de casa montadas no make, rs... Com o tempo é que fui usando outras coisas de maquiagem.
Uma vez comecei a usar só batom rosado, para tentar me livrar do vermelho. Minha chefe na época, que era uma japonesa bem sincera, um dia me disse: "ah, você não fica bem de batom rosa, parece que você está forçando uma coisa que não é". Fiquei de cara! rs...

Pra quem ficou curiosa com as cores: os batons de trás da esquerda para a direita: Russian Red, Lady Bug e Party Line. Batons da frente, mesma ordem: Dubonet, Kiko Cosmetics nr. 288 e Rouge in Love da Lancome

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16.2.14

Sucos, sucos e mais sucos

Eu sempre adorei sucos naturais! Me lembro que no horário do meu almoço lá em SP, não podia faltar um copo de suco para acompanhar o meu prato. E neste ponto, estar no Brasil era uma maravilha!

Eu adorava a variedade e as misturas que eu podia fazer: laranja com acerola, laranja com mamão, laranja com morango, suco de melão, de melancia, de graviola e de abacaxi... nossa que delícia!!

Quero uma dessas aqui em casa!

Depois que eu vim morar aqui, confesso que passei a tomar mais sucos de caixinhas do que os naturais. Não por causa de escassez de frutas. Aqui  temos variedade de frutas, praticamente todos meses do ano, mas por causa de ter eu mesma que preparar os sucos, hehehehe. Preguiça mandou lembranças.

Além do que, na maioria dos lugares (restaurantes, lanchonetes e etc...) não há muitas opções de sucos naturais e quando há, custam caro e muitas vezes o suco já está lá, pronto e exposto, sabe-se lá por quanto tempo, então a vitamina já foi-se embora faz tempo!

Entretanto, de uns tempos pra cá, tenho feito e tomado bastante suco natural aqui em casa. Nesta época funciona, além de tudo, como uma defesa contra o resfriado e possíveis gripes. E tem feito muita diferença. Marido tem pegado menos gripes e eu nem tenho tido mais vontade de tomar refrigerante.  Além do mais, suco natural é sempre mais saudável.

Suco de morango com laranja, feito em casa. 100% natural

Tenho feito quase todos os dias suco de laranja que eu misturo ou com mamão, ou kiwi, ou morangos ou alguma outra fruta que eu tiver em casa. As vezes também adiciono um pedacinho de gengibre ou duas folhinhas de menta.

Uma coisa que estamos pensando em comprar é uma centrífuga para sucos. Vi um modelo da Phillips que eu gostei bastante, porém achei um pouco grande, mas gostei principalmente porque você pode por a fruta ou o legume praticamente inteiro lá dentro. Além disso a centrífuga tem um recipiente interno onde fica o bagaço e não precisa coar nada.



Alguém ai usa centrífuga? Acha que vale a pena? Quero uma!


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13.2.14

9 disparos

Semanas atrás saiu nesta reportagem aqui e também no telejornal, que a polícia suíça fez durante todo o ano de 2013, NOVE disparos com arma de fogo. Só nove. No total e em todo o país.

Dito isso, ontem eu estava perto do lago de Zurique e vi quando dois ou três policiais renderam um homem. Um policial o algemou, o revistou e o levou. 

Sem gritos, sem violência, sem disparos, sem escândalos. A cena confirmou a notícia. Tudo aconteceu com muita discrição, sem estardalhaço ou sirenes.

Os pedestres que estavam por lá, neste dia de inverno de céu azul (e com muitas aberturas de sol) continuaram caminhando. 



Quem estava lendo, não tirou a cara do livro.


E a flautista seguiu tocando.

Simples assim!

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10.2.14

52 objetos - Semana 36


♥ Objeto 36

O que são: Chaves e chaveiro



De onde vieram: O chaveiro comprei em um camelô em Roma e as chaves foram feitas aqui

Onde ficam: Na minha bolsa ou na maçaneta da porta de casa

Porque foi escolhido: Um objeto que não pode faltar na vida de ninguém: chaves. São elas que abrem, literalmente, as portas da nossa vida! No meu chaveiro, estão a chave da porta de casa, da caixinha do correio e do cadeado da minha bicicleta.
O chaveiro, comprei em Roma. Eu nunca fui daquelas que viajam e gostam de trazer algo do lugar visitado, do tipo: "Estive na Suíça e lembrei de você", rs... sempre preferi gastar o dinheiro com alguma comida local, ir a um restaurante legal, comprar uma coisa bacana (por exemplo, um artesanato local sem cara turística) do que gastar com aquelas lembrancinhas de viagem, que muitas vezes, ficam esquecidas e cheias de pó, rs..  Porém, como eu ADOREI Roma, e já estava querendo um chaveiro novo, quando vi esses, achei bonitinho e comprei. Agora Roma me acompanha onde quer que eu vá :-).
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7.2.14

O pão de cada dia

No Brasil eu sempre ouvia falar que pão engorda. Todo mundo que estava fazendo dieta, ou que estava acima do peso, culpava e cortava o pãozinho da alimentação.

Por aqui, o que eu vejo, é que a batata e pão fazem mais parte da alimentação diária dos suíços, do que qualquer outra coisa.  Se pão engorda ou não, há controvérsias, rs... se fosse assim, a maioria dos suíços seriam obesos :-). Eu vejo pouca gente gorda por aqui.  O que eu acho, é que farinha branca engorda mais do que farinha integral.

Bom, mas o post não é para falar de dietas :-). Quero contar que a maioria dos pães que se consome por aqui são os integrais e com grãos, como centeio, aveia, gergelim, semente de abóbora, linhaça, e etc...  Já para o café da manhã, especialmente se for tomado na rua, o costume é comer um croissant (aqui chamado de gipfeli) com uma xícara de café.



Se o pãozinho francês é o pão preferido dos brasileiros, aqui ele fica para escanteio, como uma segunda ou terceira escolha. Basta ir aos supermercados ou as padarias no final do expediente, para ver que o pãozinhos que sobraram, foram os de farinha branca. 

Eu adoro pães. É uma alimento que eu consumo todos os dias, principalmente pela manhã. Entretanto, eu admito que depois que vim morar aqui, raramente como pão branco. E uma coisa que eu não sinto falta, é do pãozinho francês!



Os pães estão tão presentes na cultura e na alimentação diária dos suíços, que os supermercados, os quiosques, as cafeterias e as padarias, já deixam vários sanduíches prontos, para serem comprados e consumidos, especiamente no horário do almoço.


Nos centros das cidades, por exemplo, se vê muita gente comendo um sanduíche no horário de almoço, para ganhar tempo mesmo ou por opção. No verão, principalmente, quando muitos preferem aproveitar o horário do almoço ao ar livre, é um sanduíche, acompanhado as vezes por alguma salada, que se transforma no almoço do dia.

As regiões da Suíça também costumam batizar os pães com o nome do cantão: ex: St.Galler Brot (pão de St.Gallen), Basler Brot (Pão de Basel), Zürcher Brot (Pão de Zurique) e etc.. mas você não precisa necessariamente estar nestes lugares para provar o pão da região. Nos supermercados, nas feiras e nas padarias, muitas vezes, há opções de pães regionais e de tantos outros, que fica difícil escolher qual pão levar para a casa.



Eu gosto de quase todos. Amo pães!


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4.2.14

Suiça de A a Z

A idéia deste post surgiu quando eu li o blog da Ivana, o De volta a nave mãe. Ela escreve sobre a Alemanha e fez um post alfabético, descrevendo algumas características e curiosidades sobre a Alemanha e os alemães. Assim que eu li, fiquei com vontade de fazer algo parecido com a Suíça. Este post é apenas um apanhado das minhas impressões e a forma de como EU vejo e me relaciono com o país, mais especificamente com a parte alemã dele. Com vocês, curiosidades da  Suíça de A a Z.

Paisagem alpina na região de Bergün-Preda

Alpes

Acredito que os mais bonitos cartões postais da Suíça, tenham a paisagem alpina como fundo. Os alpes ocupam a maior parte do território suíço: 60% da Suíça é composta por alpes. Uma grande fatia da receita turística da Suíça é gerada pelo turismo alpino, que atrai gente do mundo todo em busca das lindas paisagens, da prática de esporte de neve e do ar puro dos alpes.




Bancos
Não precisa entender muito de Suíça para saber que o país tem fama de paraíso fiscal e de ter os bancos mais seguros do mundo. Zurique é a capital financeira do país e mais de 1/3 de todos os bancos da Suíça estão situados em Zurique. Os maiores bancos são o Credit Suisse e o UBS. Há ainda cerca de 400 bancos e instituições financeiras nacionais e estrangeiras no cantão de Zurique. Além disso, muitos dos apartamentos da cidade de Zurique pertencem aos bancos, que os alugam. Apesar dos escândalos de lavagem de dinheiro, que eventualmente aparecem na mídia, o país continua sendo um porto seguro para os que têm dinheiro suficiente para aplicar nos bancos suíços.

Canivetes e Chocolates
Quem nunca viu ou ouviu falar dos multifuncionais canivetes suíços? Esses se tornaram um dos símbolos do país quando sairam da área militar e ganharam as ruas. O canivete surgiu no exército suíço para ser uma ferramenta dos soldados, que pretendiam ter um peça que fosse leve, de fácil transporte e resistente. Desde 1901 os canivetes são fabricados tendo o protótipo original como base.

Ah os chocolates....pra mim a Suíça é o paraíso dos chocolates! Não conheço todos os chocolates do mundo, mas posso garantir que os chocolates suíços são de alta qualidade e são produzidos com muito mais cacau do que com aquela mistura de açucares e gorduras, que tornam o chocolate muito mais doce e calórico. Se os astecas descobriram o chocolate na sua forma rústica, foram os chocolateiros suíços que criaram o chocolate ao leite e outros processos que contribuiram para melhorar a qualidade e o sabor dos chocolates.

Dialetos
O suíço alemão é o dialeto falado no dia a dia na Suíça alemã. O Schweizerdeutsch, ou Schyzerdütsch, é a linguagem popular usada cotidianamente por uma grande fatia da população suíça. O alemão padrão (hochdeutsch), seguidos pelo francês, pelo italiano e pelo reto romanische, são os idiomas oficiais da Suíça. O hochdeutsch  é o idioma oficial da Suíça alemã, o que significa que ele é utilizado na imprensa escrita e falada, em cartas comerciais e ensinado nas escolas de idiomas. Algumas escolas também oferecem cursos de suíço-alemão. Para alguns suíços, principalmente para os mais velhos, é realmente difícil falar em hochdeutsch com os estrangeiros, não por má vontade, mas por falta de uso do hochdeutsch mesmo :-).

Exército suíço 
Todos os rapazes suíços são obrigados a servirem ao exército. O recrutamente é obrigatório quando o cidadão completa 20 anos e quem não puder servir ao exército, por exemplo, por doença ou excesso de contingente, geralmente vai prestar serviço em hospitais, asilos, na defesa civil e etc...Terminado o serviço militar, o soldado pode levar para a casa todo o aparato de treinamento: arma, munição, e etc... isso serve também para garantir a rapidez de defesa, no caso de uma situação de guerra ou conflito, por exemplo. Ano passado, em plebiscito, os suíços votaram pela continuação da obrigatoriedade do serviço militar.


Fondue
O fondue é um prato de origem suíça e representa bem o país no inverno. Muitos restaurantes incluem o fondue no cardápio de inverno, mas isso não impede que você também o prepare em casa. É muito fácil encontrar nos supermercados os queijos específicos para o fondue e todo o aparato para preparar o prato em casa. O único inconveniente é o cheiro de queijo que fica pela casa, já que no inverno fica muito difícil deixar a janela de casa aberta por muito tempo :-(.





Grüezi
É o cumprimento na parte alemã do país. Grüezi vem do Grüss Gott (Deus te saúda) e é usado em toda a parte alemã da Suíça como forma de saudação. É muito comum ser cumprimentado em todos os lugares que se vá aqui na Suíça. Então, se você estiver visitando o país e por exemplo, no supermercado, um funcionário te cumprimentar por entre as gondolas, não pense que é porque ele está te dando mole :-). Isso é absolutamente normal por aqui.

Heidi
Foi a Johanna Spyri, escritora suíça, quem escreveu a história da Heidi. A menina Heidi representa muito da sociedade suíça, o seu lado rural, o amor que os suíços nutrem para com a natureza, com os alpes, os lagos e as montanhas.  Heidi "nasceu" no cantão de Graubünden, Maienfeld, e vive até hoje, seja através da literatura, ou do marketing envolvido com o nome dela nos diversos produtos como iogurtes, queijos e embutidos. Heide tornou-se mais famosa do que a sua escritora e até hoje é lembrada quando se fala da Suíça.

Imigração
Hoje a Suíça conta com mais ou menos 8 milhões de pessoas. Aproximadamente 22% dos habitantes possuem cidadania estrangeira. O aumento do fluxo da população de imigrantes se deu após a abertura gradual ao mercado de trabalho, principalmente para os cidadãos da União Européia que encontram menos barreiras por uma colocação no mercado de trabalho do que um cidadão não europeu, verdade seja dita. O que se vê atualmente, principalmente em Zurique, é um número cada vez maior de pessoas das mais diferentes nacionalidades e etnias. É muito comum caminhar pela Suíça - principalmente nas cidades maiores - e perceber uma miscigenação muito grande e ouvir diferentes linguas. Não há um dia sequer que eu não escute português quando estou andando por Zurique.


Músico com o Jodel no Passo da Furka
Jodeln
O Jodeln (O J é pronunciado com som de I) é um instrumento que parece um trombone, porém comprido. Sua origem está nos gritos de chamada, que produziam ecos, que os agricultores de montanha emitiam para se comunicar com seus rebanhos ou com as populações vizinhas. O Jodeln é típico dos países europeus da região dos Alpes. As canções, com o tempo, tornaram-se uma forma de expressão musical e se tornaram parte do folclore dos povos alpinos.
 Essa tradição se mantém presente nos alpes suíços e continua sendo um importante elemento da identidade cultural dos povos da montanha.
O Jodeln (ou a canção tirolesa) é uma forma de cantar sem palavras, é uma forma de canto onde o intérprete faz uma grande mudança no tom do seu vocal, de baixo para alto, gerando um som melódico. É muito comum ouvir em alguns souvenirs suíços (como ursinhos e bonequinhos, por exemplo) um sonzinho com algumas letras como Yoiiiiiii, rs...imitando o som do Jodeln.




Kontrolle
Se tem uma palavra que define bem o povo suíço, essa palavra é Controle, do verbo controlar e todas a suas variantes. Não é a toa que o país é tão organizado pois quase tudo é minimamente controlado e previsto. Aqui parece que a ordem é se preparar para o pior! Mas no fundo, eu admiro esse jeito dos suíços de estarem quase sempre preparados para as eventualidades e terem um plano B. Afinal muitos problemas são evitados quando há controle e inspeção.
Por outro lado, as vezes eles se tornam até um pouco "engessados", com tantas regras e controles, rs... eles não sabem viver ao acaso, tudo tem que ser previsto, pensado e repensado. Viver pela fé? Somente na canção do Gilberto Gil.


Lagos
A Suíça é um aglomerado de lagos. Há uma infinidade deles, em todos os cantões, de tons azuis ou verdes e de todos os tamanhos.
Mesmo no verão as águas dos lagos continuam geladíssimas, mas os suíços não se intimidam não, basta ver como os rios e lagos ficam lotados nos dias de verão. As águas dos lagos costumam ser cristalinas, isso se deve ao baixíssimo índice de poluição do ar e ao respeito ao meio ambiente. As geleiras que derretem, também contribuem para esse efeito cristalino. Os lagos daqui são tão lindos, que fazem com que as paisagens pareçam uma pintura!


Migros
O Migros é, talvez, uma das empresas de varejo mais queridas entre os suíços. O supermercado Migros surgiu há 89 anos, quando o seu idealizador, saia com o seu carro, de dorf (bairro) em dorf, vendendo produtos frescos para as donas de casa a preços populares. Hoje o grupo Migros é um conglomerado de empresas. Além dos supermercados, há bancos, agências de viagem, lojas de móveis e de departamentos, escolas profissionalizantes, restaurantes, e etc... O Coop é outra grande empresa do mesmo segmento e o maior concorrente do Migros. Estatísticas apontam que 70% de tudo o que a Suíça consome venha ou do Migros ou do Coop!

Neutralidade
A Suíça é o país continuamente neutro mais antigo do mundo. A confederação suíça não luta uma guerra desde que sua neutralidade foi estabelecida em 1815. Isso significa que, no caso de um conflito armado, o país não participará de alianças militares com outros países e não poderá dar direito de passagem a forças estrangeiras. Há inúmeros críticos da posição de neutralidade que a Suíça ocupa. Diplomatas e políticos têm cada vez mais dificuldade de negociar devido a neutralidade do país. Muito se comenta também sobre a posição de neutralidade da Suíça na segunda guerra mundial, dando a entender que ela se beneficiou com a guerra... Mas, neutralidade não significa que o país não seja ativo na política mundial. Além de membro da ONU, a Suíça está envolvida em importantes organizações mundo a fora e oferece o seu território neutro para encontros políticos e conferências internacionais.

Organização
A Suíça é, incontestavelmente, um país organizado. E para que ele continue assim, é preciso seguir regras. São elas que fazem com que o país permaneça "com tudo no lugar". A organização acaba fazendo parte da vida de quem mora aqui. Há dia certo para a coleta de papéis e papelão. O lixo é reciclado, a maioria dos compromissos devem ser marcados com antecedência, há regras para construções (tanto comerciais quanto privadas) e por ai vai.... Eu, na verdade, acho importante que isso aconteça, tanto que eu me integrei completamente à mentalidade organizada dos suíços. Me dá tranquilidade mental saber que eu posso me programar para fazer tais e tais coisas contando com o transporte público, que irá funcionar. Que o tempo que eu preciso para ir e vir (a não ser que aconteça alguma catástrofe) será suficiente. Além de, hoje em dia, eu preferir muito mais marcar compromissos com uma certa antecedência :-) . A organização depende também das pessoas que moram no lugar, no respeito mútuo e na conscientização dos seus direitos e deveres. E isso faz parte da mentalidade daqui.

Pontualidade
O país dos relógios é também o país da pontualidade. Nem todas as pessoas que moram na Suíça são pontuais, mas pontualidade, é sim, uma regra. Quem não é pontual, vivendo aqui, aprende a ser, pois atrasos não são tolerados. Tudo funciona como o ponteiro de um relógio. Compromissos são marcados com antecedência que é para não ter desculpa de falta de planejamento ou atraso no cumprimento de um horário. E a vida fica bem melhor quando há respeito pelo seu tempo e pelo do outro.


Vila de Gruyères, na Suíça francesa
Queijos
Segundo informações do site da Swissinfo, a Suíça produz cerca de 450 tipos de queijos! Nem que eu vivesse a minha vida toda aqui, seria possível experimentar todas as variedades deles! Reza a lenda que o queijo foi inventado na Suíça, porém a data, o lugar e as circunstâncias ainda sejam uma incógnita.
O Gruyére é um dos queijos mais conhecidos e consumidos na Suíça e há todo um cuidado na sua produção, como a qualidade da grama que a vaca se alimenta e a pureza na fabricação, já que os aditivos químicos são totalmente proibidos. O queijo emmenthal (aquele dos buracos) é o queijo  conhecido mundialmente, exatamente por causa dos buracos, rs... e é também o campeão de exportação.


Relógios
Relógios são fabricados em todos os lugares do mundo, mas um swiss made, significa não só qualidade, como também prestígio e tradição, já que a maioria da marcas vem de tradição familiar, dos artesãos que foram ensinando o ofício ao filhos, passando de geração em geração.
A história dos relógios suíços começa em Genebra, de onde sairam as mais famosas marcas de relógios do mundo! Os melhores relógios são feitos artesanalmente e custam uma pequena fortuna. Um relógio artesanal demora meses para ser produzido e vai custar, a partir de 20.000 francos. Mas para quem não tem toda essa bala na agulha para investir em um relógio desses, há os modelos populares como os relógios da Swatch ou da Mondaine, ambas marcas suíças conhecidas mundialmente.

Sociedade suíça
Um dos pilares da sociedade suíça está ancorado na tolerância e na liberdade pessoal. Desde que você respeite o outro e o espaço dele, os suíços não estão nem ai (ou pelo menos demonstram não estar) pelo modo de como você leva a sua vida, pela sua orientação sexual, pela sua religão, pelo jeito de como você se veste e etc... Um exemplo claro disso, é que apesar de coexistirem no país diversos grupos, das mais diferentes culturas e idiomais, conflitos são praticamente inexistentes, fazendo com que predomine um alto grau de tolerância e de liberdade individual.

Transportes
Pontual, eficiente e seguro. Essas três palavras definem bem, na minha opinião, o funcionamento dos transportes na Suíça. Toda a malha ferroviária é interligada com serviços de ônibus ou tram. Atrasos são raros e quando acontecem, ouve-se um aviso informando quantos minutos o trem está atrasado (normalmente não mais do que 5 minutos) além da informação por escrito no painel de horários. Há muitas vezes um pedido desculpas pelo atraso de 3 ou 5 minutos, rs... Andar de trem, dependendo para onde se vá, pode não ser muito barato não, mas quando você se sente respeitada no seu direito de ir e vir, você paga sem reclamar!!


Vacas na região alpina de Elm
 Vacas
A Suíça é a grande fazenda da Europa. As vacas que perambulam nos alpes fazem parte da paisagem na primavera-verão, quando são soltas para pastarem nos vales verdejantes :-). Vacas leiteiras e bezerros passam as férias de verão nas montanhas, permanecendo lá até o final da estação, onde são novamente recolhidas para os estábulos, onde passam o inverno. A qualidade do capim, do ar, e da água encontrada nos alpes são ideais para a excelente qualidade do leite produzidos pelas vaquinhas suíças. No cantão de Appenzell, por exemplo, existe um desfile para o ritual do recolhimento das vacas ao inverno.


Wetter
Wetter (clima). Suíço que é suíço adora falar sobre o tempo. Sobre as previsões de como será o inverno, o verão, a primavera e o outono! Meteorologia por aqui é coisa séria e também não é para menos, já que os dias de sol são raros nessa terra. Eu sou paulistana, da terra da garoa e pra mim nunca importou muito se estava sol ou não, afinal paulistano quase "morre" com 27 graus de temperatura. Nos finais de semana de verão, quando eu não podia desfrutá-lo em alguma cidade praiana, eu aproveitava em algum shopping mesmo, em partes por causa do ar condicionado, dando jus a fama de que praia de paulista é shopping, rs... Hoje eu não só entendo, como me junto aos suíços, que não podem ver um solzinho, que saem enlouquecidos pelas ruas, pelos bosques, pelos alpes, aproveitando cada raio de sol que surge no céu suíço.

Zeit
( tempo)
Este é um tempo relacionado não a meteorologia, mas ao tempo relacional, a sucessão de acontecimentos, aos eventos, ao tempo que se dá e ao tempo em que acontecem as coisas... a passagem do tempo... Apesar de hoje eu já ter entendido que o tempo é uma ilusão, ele continua sendo um denominador do período de 24 horas. Zeit, em alemão, se refere a inúmeras coisas que dão a idéia de tempo e aos acontecimentos que vem com ele: Zeitung (jornal), Zeitschriften (revistas), Zeitpunkt (momento), Sommerzeit (horário de verão), Ferienzeit (período de férias) e etc... Aqui na Suíça há tempo para tudo...

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3.2.14

52 Objetos - Semana 35


♥ Objeto 35

O que é: Echarpes


De onde vem: compradas em diferentes lojas. Algumas foram presentes

Onde fica: No guarda-roupas

Porque foi escolhido: Eu escolhi este objeto porque é uma peça de roupa que eu uso o ano todo. Exceção somente nos dias de muiiito calor (que são poucos), é um acessório que está presente no meu dia a dia. Está até virando um vício, porque não posso ver uma echarpe, ou um lenço que já fico querendo comprar, principalmente se for época de promoções, rs... Como aqui na Suíça o tempo é mais frio/fresco na maior parte do ano e eu tenho a garganta muito sensível, tenho sempre que proteger o pescoço para não ficar com a garganta irritada no dia seguinte. Os cachecóis de lã, usados nos dias mais frios, deixo em uma caixa para o cabide não ficar tão pesado. Adoro echarpes!
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