17.1.12

Cachorros

Cadelinha

Eu não tenho cachorro. Na minha casa no Brasil há alguns anos atrás tivemos um cachorro que ficou conosco por muitos anos. O nome dele era Negão e ele era mesmo especial. Morreu velhinho e foi duro pra todo mundo. Depois de algum tempo meu pai apareceu com outro cachorro, esse viveu conosco alguns anos, mas morreu cedo.

Depois disso ficamos anos e anos sem ter cachorro. Depois de duas perdas, fomos nos desacostumando a ter bichos em casa. Foi ai que um dia, sem mais nem menos, apareceu uma cadelinha em casa. Ah, foi uma surpresa e ninguém a queria em casa, afinal não sabíamos de onde ela tinha surgido, se estava doente, a casa ia bem sem ter cachorro e etc... Fizemos de tudo para que ela fosse embora. Mas ela sempre dava um jeito e entrava pela fenda do portão, ou entrava na casa da minha tia (nossa vizinha) e pela casa dela pulava para a nossa casa. Então começamos a alimentá-la, não íamos deixar a cachorrinha com fome. E fizemos mais tentativas para que ela fosse embora. Ela não cedeu.

Aos poucos fomos também nos apegando a ela. Lembro que uma amiga minha foi em casa e ela disse que essa cachorrinha havia nos escolhido para ser a família dela. Achei aquilo tão lindo!! Afinal os animais também têm sentimentos. Então aceitamos a Cadelinha, esse é o nome dela, começamos a chamá-la assim, depois tentamos dar um outro nome, mas ai já não funcionava mais. Hoje ela é o xodozinho de casa e como é valente essa cachorrinha! Ela não tem medo de nada e defende a gente.

A Cadelinha quando fez a operação para castração
Semana passada assistindo a um canal de televisão da Alemanha, vi uma reportagem sobre uma espécie de tráfico de cachorros. Um cachorro de raça na Alemanha pode custar a partir de 1000 euros, então criou-se um "business" para este segmento. O "negócio" começa em uma cidade da Polônia que faz fronteira com a Alemanha. Em um lugar precário, existe uma espécie de criadouro de cachorros de raça. O lugar é insalubre, os cachorrinhos vivem todos juntos, apertados em um espaço pequeno e de lá são levados para cidades alemãs e vendidos como se tivessem pedigree, isto é, são atestados por um veterinário corrupto que estão sadios, com as vacinas em dia e etc... Não muito tarde muitos se apresentam doentes e por vezes não resistem. Foi muito triste assistir a isso, eu não imaginava que houvesse esse tipo de tráfico. As pessoas que compram obviamente não sabem, talvez desconfiem por causa do preço "baixo", cerca de 500 euros, quando na verdade um animal bem tratado e com atestado verdadeiro de pedigree pode custar o dobro ou mais.

Dalmatas fotografados por mim em alguma rua da Suíça
E europeu adora um cachorro! Desconfio que gostem mais de cachorros do que de gente, rs. Aqui na Suíça há muitos e todos os que eu vejo são bem cuidados, nunca estão na rua sozinhos e eu nunca vi cachorro de rua (vira lata). Pra ter um cachorro aqui é preciso pagar taxa, é permitido que eles andem nos trams, bus e trens. Se forem cachorros pequenos que possam viajar no colo eles não pagam passagem, mas se o cachorro for grande é necessário comprar um ticket para ele. Na França a situação ainda é mais "séria". Em algumas cidades que eu conheci eles são super bem vindos até nos restaurantes, eu particularmente não gosto, mas depois de um tempo acaba-se acostumando a presença deles. Na Suíça a maioria dos cães são adestrados - ouvi dizer que é obrigatório, mas não tenho certeza - e por isso são tão calmos. Lembro que no Brasil vira e mexe tinha um cachorro avançando nos pedestres.

Não sei se um dia teremos um cachorro, eu acho bonitinho e tal, meu marido também, mas pra ter um em casa já é outra história. Por enquanto eu já me dou por satisfeita vendo os cachorrinhos passeando pelas ruas :-)

2 comentários:

  1. Eu só tive um cachorro e nem era muito apegada pq ele já era velhinho quando eu ainda era crianca. Nós temos peixes pq acho que se um dia eu tiver um cachorrinho quero morar num lugar que tenha um jardim descente para o meu bichinho correr.
    Aqui na Suécia os animais são muito bem tratados, alguns até tratados como filhos. O preco também é altissímo, pq infelizmente ninguém quer vira-lata!

    Bjo

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  2. Eu sempre tive bichos, cresci numa fazenda que era na verdade uma comunidade hippie. Meu primeiro bichinho foi um doberman que meu pai comprou pra cuidar de casa, mas que virou nosso amorzinho e dormia na cama conosco.. ele morreu cedo, de uma doença que mata muitos bichinhos de raca... Doeu tanto! eu chorei por meses...

    Eu acho um absurdo comprar um amigo, um companheiro... Voce pode ir num centro de adoção, ficar la, ver cada um deles e adotar o que você mais gostou pelo caráter do animal.. mas pela raca? Ai eu não concordo não... Sem contar que muitas racas sao modificadas geneticamente e pra garantir o pedigree eles cruzam maes com filhos, pais com filhas e ai ja viu, ne? Doenças horríveis!

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