15.8.16

A vila alpina de Mürren

Uma vila de contos de fadas cercada pelos alpes suíços. É assim que posso começar a descrever Mürren, um vilarejo suíço de 1650 metros de altura, localizado no cantão de Berna.
Uma casinha em Mürren. Não parece de bonecas ou de contos de fadas?
A vila de Mürren pertence a cadeia alpina de Interlaken, onde está a mais famosa das montanhas da região dos alpes Berneses, a Jungfraujoch.

Em Mürren: casas típicas da região de Berna: rusticidade suavizada pelas flores na janela. 💕💕

Detalhes de algumas casas de Mürren

As casinhas e os hotéis de Mürren são muito charmosos e a vilinha é muito bem preparada para o turismo: há muitos hotéis, restaurantes, albergues, cafés, enfim, uma estrutura completa tanto no verão, (para os praticantes de hiking, paraglieder, ou mesmo para turistas que querem somente passar o dia na região), quanto no inverno (especialmente para os praticantes de ski). Em Mürren vivem menos de 500 pessoas, mas a capacidade hoteleira da região tem capacidade para 2000 leitos.

Show de paraglieders no céu de Mürren
Assim como em Zermatt, em Mürren só é permitida a circulação de carros elétricos, tudo isso para garantir a pureza do ar!

De Mürren é possível avistar as três montanhas mais conhecidas da região: Eiger, Mönch e a famosona Jungfrauchjoch. De todos os pontos da vila, você terá vista sensacionais dos alpes berneses.
Belo quintal!

Praticantes de hiking em Mürren
Para chegar até Mürren, fomos de carro até Stelcherberg e de lá tomamos dois cables: o primeiro até Gimmelwald e o outro até Mürren. Nós optamos por comprar um bilhete só de ida. A volta fizemos caminhando de Mürren até o vilarejo Gimmelwald (que também é lindo e merece um  post a parte), em uma caminhada de aproximadamente 40 minutos. De Mürren tomamos um outro cable até Stelcherberg.

Mürren (como eu já citei acima) junto com Grimmelwald, fazem parte da cadeia alpina de Interlaken e a partir destes vilarejos é possível chegar a Schilthorn - Piz Glória, onde foi rodado parte do filme "James Bond, a serviço secreto de sua majestade". A região se tornou ainda mais conhecida e famosa em parte, por causa desse filme.



E assim foi mais um final de semana de tempo bom aqui na Suíça. Sempre que possível tento aproveitar ao máximo finais de semana assim, porque dias quentes e ensolarados são raros por aqui. Até a próxima!
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4.8.16

A estátua viva e o meu mico

Quem nunca se deparou com essas estátuas pelas ruas da cidade? Elas são tão reais que as vezes eu mesmo custo a perceber que elas não são de verdade.

As estátuas vivas começaram como performance artística no teatro da Grécia antiga. E foi essa expressão artística que originou o teatro como ele é conhecido até hoje.

Normalmente é possível perceber quando se trata de uma estátua viva, porque ao redor dela, as pessoas se amontoam e ficam esperando para ver o próximo movimento da estátua.

Um dia, estava eu, na cidade francesa de Chamonix Mont Blanc, um lugar que eu adoro e sempre tenho vontade de voltar. Neste dia eu estava voltando de um hiking nas montanhas e eu acho que os meus níveis de endorfina deviam estar altíssimos, rs... porque, na empolgação, eu corri para tirar uma foto com uma estátua que eu achei bonita e eu não desconfiei que se tratava de uma estátua viva. 

A linda cidade de Chamonix Mont Blanc. Abaixo, estátuas de bronze no centro da cidade.

Quando eu cheguei até a estátua eu cruzei meus braços no dela para fazer uma foto, quando, de repente, ela começou a se inclinar. Até ai eu lerda AINDA não tinha me tocado que a estátua era uma pessoa. Olha que mico. Eu jurava que tinha danificado um patrimônio público.

O maior mico da minha vida, haha
Eu só me toquei quando vi que algumas pessoas pararam para nos olhar. Eu fiquei com tanta, mas tanta vergonha, que eu comecei a pedir desculpas (em todas as linguas que eu conhecia) para a estátua. O rapaz, não disse nada, porque estátuas vivas não falam! Mas percebeu que eu estava muito, muito envergonhada. Mas, passado o meu vexame, rimos e fizemos uma foto juntos!


O meu marido, que é um cara muito legal, tinha percebido antes que se tratava de uma estátua viva, mas não me disse nada. Preferiu ficar de longe, fotografando o meu mico. Fotos essas que ficarão guardadas para a posteridade.

Depois dessa, eu fiquei um tempão sem querer tirar foto com estátua nenhuma.

E vocês, tem algum mico de viagem, ou algo assim, pra contar? Vou gostar de saber que não sou a única a pagar mico! hehe

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26.7.16

Hiking em Melchsee-Frutt

Uma das coisas mais legais pra se fazer no verão suíço é a caminhada/hiking nos alpes (conhecida aqui como Wandern). Mas não somente no verão, é que eu particularmente prefiro nesta estação, mas no inveno é também possível fazer o snowshoeing, que é como se chama as trilhas de inverno.
Melchsee-Frutt, nos alpes suíços
A Suíça é um país alpino, de altas montanhas, e as pessoas daqui, por natureza, gostam de caminhar. É um hábito muito cultural e diga-se de passagem, bastante saudável também. É muito comum ver famílias inteiras caminhando, não só nos alpes, mas nas florestas, nos parques, pelos bairros e etc...

Informação do tempo de caminhada entre as cadeias alpinas.
Só "confie" neste tempo se você for rápido e experiente em caminhadas na montanha
do contrário acrescente uma hora a mais ou dobre o tempo de percurso informado.
Vai por mim! lol.

Aliás, viver na Suíça é um convite à vida ao ar livre. Mesmo para a mais urbana das criaturas (eu), é impossível viver aqui sem mudar os seus hábitos de lazer e ir para o lado verde da força.

Depois de uma temporada chuvosa, finalmente o verão começou por aqui, e com ele a temporada de wandern nos alpes. Desta vez estive na cadeia alpina de Melchesse-Frutt, que fica localizada no município de Kerns, cantão Obwalden, distante cerca de duas horas e meia de trem (ou duas de carro), pra quem parte de Zürich ou Berna, por exemplo.

A subida até Melchsee-Frutt é feita através de cables e custa 29 francos ida e volta. Se você tiver a carteirinha (abonamento) ou o GA da SBB, a cia de trens suíços, você paga meia tarifa.  
Vilinha de Melchsee-Frutt
A região é bem gostosa pra fazer caminhadas. A vilinha de Melchesse-Frutt é bem simples, não tem o mesmo charme de outras vilas alpinas, como por exemplo a de Bettmeralp, mas como o foco é a caminhada ou o ciclismo, então, ok.

Eu, no começo da caminhada
Ao longo do caminho, vamos nos deparando com as casinhas alpinas, riachos e as vacas, que dominam a paisagem alpina nesta época do ano.

Vaca e montanha: a cara da Suíça
Água sendo gelada no riachinho alpino
Pra quem não tiver a fim de caminhar tanto, há um trenzinho para ajudar no percurso.


O grande atrativo desta região é a chegada ao lago artificial Tannensee, que leva cerca de 1:20h de caminhada mais ou menos. Esse lago foi formado pela agua de chuva e do degelo das montanhas.


Foi feita uma barragem e o lago serve para a geração de eletricidade de Kerns, além da pesca.


O contraste do azul do lago com as montanhas ao fundo é tão bonito e dá uma paz enorme sentar por alguns minutos para admirar essa paisagem.


No final da caminhada, nada melhor do que um sorvete pra ganhar de volta as calorias queimadas para refrescar e terminar esse dia de verão que foi tão lindo.

Até a próxima caminhada!
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29.6.16

O barulho ensurdecedor do silêncio e o futebol

A Suíça é um país muito, muito silencioso. Esse silêncio só é quebrado por basicamente três sons:
o do sino das igrejas, que badalam a cada hora
o do sino pendurado no pescoço das vaquinhas que pastam pelos alpes
o do som das sirenes dos carros de polícia, das ambulâncias ou dos bombeiros (ainda assim, muito raramente)

Eu me desacostumei tanto com barulho que, hoje em dia, até com buzina, eu as vezes me assusto (sim, é pra rir). E xingo digo mentalmente ao motorista "aê, ô, babaca"!
O silêncio da Suíça as vezes chega a ser ensurdecedor. Tanto que quando estou em casa e me dou conta disso, preciso ligar um rádio, a tv ou algo assim para quebrar todo esse comedimento.
É um paradoxo, porque sim, o silêncio faz bem e sou muito grata por poder desfrutar dele quando eu mais preciso, mas as vezes ele assusta, assusta tanto que quando ele é quebrado, parece que algo muito, muito estranho está acontecendo.

Como aconteceu essa semana. Na segunda-feira, no final da tarde, eu estava em uma aula, quando de repente, começamos a ouvir buzinas e gritaria. Já pensei que alguma coisa "errada" estava acontecendo na Suíça. Eu, que male male estou acompanhando a Eurocopa, fiquei sabendo que o buzinaço era porque a Itália tinha ganhado o jogo contra a Espanha.

Estranho, muito estranho esse barulho todo para festejar, rs.. 

Comemoração barulhenta pelas ruas por aqui só acontece mesmo quando um time estrangeiro ganha, porque suíços são contidos até quando comemoram. Não fazem bagunça pelas ruas (salvo exceções), tão pouco saem buzinando quando a Suíça ganha.

Creio que é só mesmo nas arquibancadas do estádios que a gente vê os suíços gritando e vibrando quando tem jogo. A Suíça já foi eliminada da Eurocopa. Entretanto, até agora o gol que está sendo considerado o mais bonito do campeonato, foi feito pelo jogador suíço Shaqiri.
Gol de bicicleta.
E esse foi mesmo pra quebrar o silêncio!




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17.6.16

A espontaneidade que hoje eu estranho

Que suíço é um povo formal, isso não é novidade. Espontaneidade é uma coisa praticamente inexistente por aqui. Suíços podem ser sim cortezes e na maioria das vezes muito educados, a simpatia até existe, mas ela é uma coisa, na maior parte do tempo, muito, muito contida e sem grandes alardes.

"Espontaniedade deve ser cuidadosamente planejada".
Assim é na Suíça. :-)
A gente que mora aqui, com o passar dos anos, sem perceber, vai também se modificando e ficando mesmo mais contida nas demonstrações de afeto e até no contato com outras pessoas.

Hoje aconteceu uma coisa interessante neste sentido. Eu, em vez de ir ao supermercado fazer as compras para o final de semana e para a semana seguinte, como é meu costume, resolvi comprar on line e ir retirar no local. Aqui perto de casa tem o serviço Le Shop do supermercado Migros que tem esse sistema de compra on line.

Pois bem, esperei meu marido chegar do trabalho pra ir até lá, porque precisa ser de carro. Assim fomos. Chegando lá fomos recepcionados pelo funcionário com as nossas compras. O rapaz já chegou brincando e contando piada. Levamos um "susto"! Todo sorridente, ele perguntou porque a gente não estava assistindo ao futebol (rs...) (a Eurocopa começou) e foi nos mostrando as compras (eles costumam fazer isso com os legumes e frutas pra mostrar que estão bons e que são de boa qualidade) e o rapaz continuou brincando a cada legume ou fruta que ele nos mostrava. Eu e meu marido rimos bastante com ele. Um rapaz super simpático e acima de tudo feliz com o seu trabalho.

No carro, já de volta pra casa eu comentei brincando:
- Que drogas esse menino tomou hoje?
- Isso não é droga é la vida, responde marido
- Rimos. Eu complementei: com certeza ele tem Migrationshintergrund (descendência estrangeira)
- Marido responde: com toda certeza!!
Ai seguimos tentando adivinhar de que país deveria vir a parte migratória dele.

Migrationshintergrund  é uma palavra muito usada por aqui para se referir aos filhos de imigrantes ou filhos de suíços casados com imigrantes. É muito comum ainda que alguns imigrantes adorem falar que tem Migrationshinterground no sangue. Mesmo que esses imigrantes tenham nascido aqui (ou que morem aqui há anos), ou mesmo que eles sejam filhos de suíços com imigrantes.

No fim eu fiquei chocada. Não com o rapaz, mas comigo mesma por achar estranho todo esse comportamento tão aberto e espontâneo.

Acho que preciso passar uma temporada no Brasil, porque já nem me lembro mais de como é agir com tanta leveza e espontaneidade! 
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8.6.16

O lado bom

Chuva: o tema do momento na Suíça...

Um diálogo ouvido no trem:
- Mein Gott, que primavera é essa?! Chuva, chuva, chuva... não aguento mais.
- É... não temos muito o que fazer senão esperar...
- Pois é... mas eu esperava uma primavera pelo menos um pouco ensolarada.
- Eu também, mas pelo menos pra mim teve um lado bom: não tive alergia ao pólen esse ano. 

Anime-se!
Somente 157 dias de chuva.
Depois neva de novo.

Eu, como não tenho alergia ao pólen, continuo procurando pelo lado bom de tanta chuva. Mas, pelo menos, no meu aniversário (que foi segunda-feira dia 06), a chuvarada deu uma trégua e o dia foi lindo! Inacreditavelmente esquentou e o sol brilhou durante todo o dia. Melhor presente, ever!

Hoje chove e a previsão para os próximos dias não é nada animadora.
Acho que preciso escrever de novo para a Santa Clara.

Quantos dias mesmo faltam para o verão?
Oremos para o astro sol!
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3.6.16

Altdorf, a cidade do herói suíço Wilhelm Tell

O ano era 1307. A situação, vexatória: todos os cidadãos suíços deveriam se inclinar para saudar um chapéu, com as cores da Aústria, que fora pendurado em um poste em uma praça da cidade de Altdorf. Todos que passassem por ali deveriam "reverenciar" o chapéu, demonstrando assim, respeito aos então Imperadores de Habsburgo, que à época lutavam pela dominância do cantão Uri (onde está localizada Altdorf).
Cidade de Altdorf: cercada pelos alpes.
Para testar a lealdade dos suíços aos imperadores, Hermann Gessler, um tirano governador austríaco, ordenou que soldados vigiassem o chapéu a fim de se certificar que as suas ordem estavam sendo cumpridas.

Jogo de luzes no monumento a Tell em Altdorf, representando a encenação do arqueiro
ao acertar a flecha na maçã sob a cabeça do filho.
É ai que Guilherme Tell entra na história. Ele e seu filho, um dia, caminhando pela praça não fizeram a tal reverência ao chapéu e, por isso, foram presos.

Você já deve ter visto em filmes, desenhos ou mesmo em alguma charge, uma cena clássica, onde um arqueiro tenta acertar com uma flecha uma maçã disposta na cabeça de alguém. Pois é, é da lenda de Guilherme Tell que surge essa encenação. Tell era conhecido como um homem forte e bom atirador e por conta destes dotes, o governador quis testá-lo.

 Conforme a Wikipédia:
"Como castigo por Tell não ter reverenciado o chapéu, o governador austríaco  o fez disparar a besta (uma arma com aparência de espingarda acoplada a um arco de flechas) a uma maçã na cabeça do seu filho. Tell tentou demover Gessler, sem sucesso; o governador ameaçaria ainda matar ambos, caso não o fizesse.
Tell foi assim trazido para a praça de Altdorf, escoltado por Gessler e os seus soldados. Era o dia 18 de Novembro de 1307 e a população amontoava-se na expectativa de assistir ao castigo (e, sobretudo, ao seu culminar). O filho de Guilherme foi atado a uma árvore, e a maçã foi colocada na sua cabeça. Contaram-se 50 passos. Tell carregou a besta, fez pontaria calmamente e disparou. A seta atravessou a maçã sem tocar no rapaz, o que levaria a população a aplaudir os dotes do corajoso arqueiro.

Não obstante, Guilherme trazia uma segunda seta. Gessler, ao vê-la, perguntou por que ele a trazia. Tell hesitou. Gessler, apressando a resposta, assegurou-lhe que se dissesse a verdade, a sua vida seria poupada. Guilherme respondeu:
"Seria para atravessar o seu coração, caso a primeira seta matasse o meu filho".

Indignado, Gessler mandou o rebelde para a prisão alegando que dignaria a sua promessa deixando-o viver — mas preso, no castelo de Küsnacht. Guilherme foi levado acorrentado de imediato para um barco em Flüelen, onde esperou que Gessler e seus soldados embarcassem. Não muito distante do porto, deu-se uma tempestade. O Föhn, um vento do Sul, causava ondas tão altas que dificultou a viagem, praticamente arremessando o barco contra as rochas. Os que lá viajavam, assustados, gritaram: "Só Guilherme Tell nos pode salvar!". Gessler libertou Tell, que conduziu o barco em segurança ao sopé da Montanha Axenberg, perto de uma rocha chamada Tellsplatte.

Quando Tell amarrou o barco, ele atirou uma lança em um soldado, saltou do barco e, empurrando-o com os pés, fugiu pelo cantão de Schwyz. Gessler conseguiu sobreviver à tempestade e chegou ao castelo de Küsnacht nessa mesma noite. Tell se escondeu em uns arbustos num beco que o levaria à residência do governador. Assim que Gessler e os seus soldados apareceram, Tell matou-o com uma seta da sua besta, libertando o país da tirania do governador. Segundo a lenda, este evento marcou o início da revolta que ocorreu a 1 de Janeiro de 1308. "

Essa história é refutada por diversos historiadores. Muitos acreditam que Wilhelm Tell nunca existiu de fato. Até hoje, as evidências encontradas não foram suficientes para comprovar a história como verídica. De qualquer maneira, a lenda evoluiu e é contada até os dias de hoje. Se Tell, existiu ou não, ele ainda permanece no imaginário da cultura popular, sendo considerado como um verdadeiro herói e uma figura com a qual os suíços se identificam. Em uma recente pesquisa, 60% dos suíços acreditam que Tell tenha de fato existido.
Bom, a cidade de Altdorf é bem pequena, e como não poderia deixar de ser, vive um pouco da fama da lenda de Wilhelm Tell. Na cidade há uma estátua que o homenageia, assim como alguns estabelecimentos que levam o seu nome. Nós almoçamos no Restaurante e Pizzeria Wilhelm Tell.
Estátua representando Tell e seu filho
Altdorf fica localizada no cantão de Uri, mas já bem próxima à fronteira com o cantão Schwyz e  distante 55 km de Lucerna.
A cidade atrai muitos visitantes por causa de lenda de Tell e por estar cercada pelos alpes. Muitas pessoas fazem hiking até a montanha Schächentaler, que proporciona uma vista para todo os Vale Schächen. 


E, de fato, por onde quer que você ande, a cidade te dá uma vista espetacular para os alpes. É uma cidade bonita e bem agradável para se caminhar. 


E assim foi o dia em Altdorf, em um dos poucos finais de semana de sol desta primavera, que já está sendo considerada a mais chuvosa de todos os tempos.


Espero que logo mais, outros finais de semana de sol apareçam por aqui, para que eu possa continuar descobrindo outros cantos deste país tão lindo. Porque com chuva, não dá!

Ade Miteinander!
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18.5.16

A charmosa Zofingen

A cidade de Zofingen fica localizada no cantão do Aargau na Suíça. Ela é uma gracinha de cidade, com uma arquitetura medieval bem preservada, conta com aproximadamente 11.500 habitantes.


É uma cidade muito agradável para visitar e para se caminhar. A arquitetura de Zofingen é bem semelhante a arquitetura da cidade do Aarau. Inclusive assim como em Aarau, Zofingen conta com muitas residências "Dachhimmel", ou seja, casas cujos beirais são ricamente decorados. A coisa mais linda!



A cidade de Zofingen não é muito conhecida turisticamente, mas lá acontece todos os anos, em setembro, o Powerman, que é o campeonato mundial de duathlon (prova de longa distância), que é uma competição altamente procurada e disputada na Europa.  Deve ser mesmo uma delícia disputar um campeonato correndo em uma cidade tão bonita como Zofingen.


Como boa parte do cantão do Aargau (Argóvia), Zofingen também pertenceu e foi leal ao clã dos Habsburgos, inclusive lutando a memorável Batalha de Sempach em julho de 1386.


Eu visitei Zofingen no comecinho de janeiro deste ano, no auge do inverno, quando escurece bem cedo e os dias são bem curtos e sisudos. Eu não esperava que a cidade fosse tão fofa, por isso eu pretendo voltar lá no verão, já que não fica tão distante de casa, para aproveitá-la melhor.


Adorei o traçado medieval da cidade e os desenhos que compõem algumas construções!

Vi muitos bares, cafés e restaurantes por lá. Por isso, concluo que ela deve ser bem movimentada durante a semana e aos sábados (estive lá em um domingo).



A cidade de Zofingen é alcançavel em menos de meia hora de trem a partir de Aarau ou Lucerna. E a menos de 10 minutos de trem de Olten. Quem está em Zurique ou Berna consegue chegar lá (de trem) em menos de uma hora. Ou seja, é uma cidade que está localizada bem próxima a algumas das cidades mais importantes aqui da Suíça.


Vale a pena uma visita! Pra quem for, bom passeio!

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