14.2.17

Comprando e tomando vinhos na Suíça

A Suíça pode ser é um país caro para se viver, mas se tem uma coisa que custa relativamente barato por aqui, são os vinhos! Se você tiver apenas 5 francos na sua carteira, você vai conseguir comprar um vinho relativamente bom para aquele jantarzinho despretensioso que você estiver a fim de preparar. E, se tem uma coisa que eu aprendi, é que nem sempre um vinho barato é ruim, ou ao contrário também: um vinho caro não indica que ele vai agradar o seu paladar.
 
Vinhos Chianti e Primitivo a menos de 5 francos a garrafa pequena (500 ml). Se eu estou sozinha no supermercado, com pressa e pouca paciência para ficar lendo os rótulos e querendo comprar um vinho simples, lanço mão do meu modo tosco e arcaico na hora de escolher e compro o da prateleira mais vazia, rs... minha "lógica" nestas horas é, se está barato e vendendo bem, deve ser bom.. hahaha... não é lá um método recomendável de avaliação, mas é o que eu as vezes faço :-)
Muitos suíços tomam quase que diariamente uma taça de vinho às refeições. Na parte francesa da Suíça, creio eu, que esse seja um costume ainda mais forte, já que lá a tradição das vinícolas é ainda mais presente, sendo onde se encontra a maioria dos vinhedos da Suíça.
Vinho branco de Aigle, um dos meus favoritos
Eu a-d-o-r-o  os vinhos brancos suíços, bem mais do que os tintos. Vejam bem, eu estou longe de ser uma especialista ou entendida em vinhos, esse não é o meu metier, no entanto, eu sei o que é bom...rs... e a prática (de tomar vinho) vai levando à perfeição. :-)
 Vinhos suíços dos vinhedos de Aigle e St.Saphorin
É um amigo que indica um vinho aqui, outro que a gente experimenta por acaso ali, uma degustação que a gente faz aqui e acolá... e é assim que a gente vai pegando o gosto, se acostumando e aprendendo um pouco a diferenciar os sabores de vinho. Tudo fruto da experimentação mesmo, nada de expertisse. No mais, os rótulos de vinhos quase sempre indicam qual prato vai harmonizar melhor com ele, assim vai ficando mais fácil, mesmo para os leigos.

Outro vinho branco que eu amo: o francês Gewurztraminer. Além de delicioso, é barato!
Até porque, para quem entende mesmo de gastronomia, é considerado um acinte tomar um refrigerante (que altera o sabor da comida) acompanhado de um prato bem preparado. É preferível tomar água. Nunca uma Coca Cola acompanhando, por exemplo, um prato de massa bem feito.
No rótulo: Primitivo Rosato de Puglia: harmoniza com carnes brancas
massas e aperitivo
Independente de entender ou não de vinhos, aqui na Suíça é oferecida uma gama enorme de marcas de vinhos, não só vinhos produzidos na Suíça, como também vinhos italianos, alemães, franceses, hungaros, chilenos, argentinos, espanhóis e por ai vai...
Prateleira de um supermercado Coop
Aqui é tão fácil e acessível provar diferentes vinhos, que até nos pequenos supermercados (os de bairro mesmo, por exemplo), é possível ter muitas opções de marcas, tanto as mais baratas, quanto as mais caras. Tem para todos os bolsos e gostos!
Normalmente os vinhos suíços têm bastante destaque nas prateleiras dos supermercados, até porque somente uma pequena porcentagem da produção, cerca de 2%, é exportada. O restante da produção é para consumo local. As regiões de Aigle e St.Saphorin- Lavaux, por exemplo, tem uma extensa área de vinhedos, que produz vinhos brancos e tintos. Mas não só na parte francesa há vinhedos, outras regiões como Zurique e Aargau também têm uma pequena representação na venda e produção de vinhos. 

Vinhos de Wettingen e Schinznach, região do Aargau (parte alemã da Suíça)

Em supermercados como o Coop (os médios/grandes) ou Denner há uma ótima oferta de vinhos. E lá, ainda é muitas vezes possível comprar rótulos com descontos que, algumas vezes chegam a 50%. Eu sempre me espanto ao ver que um vinho argentino ou chileno, consegue chegar aqui com um preço muito mais em conta do que o mesmo vinho sendo vendido no Brasil, que é país vizinho e que portanto os custos com transporte e manipulação poderiam ser menores, fazendo com que ele custasse mais barato por lá. Infelizmente, não é assim. Os impostos detonam com o custo final!
A título de curiosidade: em uma pesquisa rápida pela internet
encontrei esse mesmo vinho chileno sendo vendido no Brasil por 108,80 reais!!
Malbec Argentino Mendoza Santa Ana: com 50% de desconto cada garrafa sai a menos de 5 francos. Uma pechincha!
Enfim, estando de passagem aqui na Suíça eu acho altamente recomendável degustar uma taça de um vinho suíço, e quem sabe, até levar uma garrafa para a casa.

Zum Wohl (Saúde)!
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2.2.17

Saint-Ursanne e o silêncio do inverno

A Suíça como eu já escrevi aqui, é um país muito silencioso, além de calmo. Some-se a isso um inverno longo, onde os dias por si só, além de curtos, são na maioria das vezes, cinzas e nublados. Isso contribui para que a atmosfera daqui se torne ainda mais soturna e quieta.

St Ursanne e a quietude do inverno
Durante o inverno, aqui na Suíça, algumas cidades parecem ficar completamente "desertas", principalmente aos finais de semana. Mesmo cidades que tenham alguma atração turística, como castelos por exemplo, podem dar a impressão de estarem "vazias" porque pontos turísticos como esses ficam fechados durante esta estação do ano.

 A cidade de St. Ursanne
Não adianta, a Suíça no inverno é isso mesmo. Vivendo aqui a gente vai vivenciar muitos dias assim: de névoa e neblina. Dá até pra escapar um pouco desses dias indo para as montanhas. Lá é onde as pessoas esquiam e - as vezes - até dá pra ver o sol. Entretanto, não há como fugir por muito tempo dos dias nublados, a não ser que a gente vá para o Caribe (rs...) ai, são outros quinhentos.... mas, o que eu quero dizer é que é preciso preparo, principalmente psicológico, para encarar o inverno daqui. Afinal nem todas as cidades são como Zurique ou Genebra, onde há mais movimento e mais gente circulando, mesmo durante o inverno. Entretanto nenhuma dessas cidades vai conseguir driblar por muito tempo o ar taciturno que certamente o inverno trará.
Igreja de St.Ursanne
St. Ursanne na região francesa da Suíça, está ai para confirmar isso. Pertencente a região do Jura, a cidade faz parte do distrito de Porrentruy. St. Ursanne tem cerca de 1000 habitantes e tem como atração turística o Mosteiro de mesmo nome. Aliás o seu nome refere-se à São Ursicinus, um monge que construiu esse mosteiro lá. Infelizmente, quando eu estive em St.Ursanne o Mosteiro estava fechado (inverno!!) mas eu fiquei muito interessada em visitá-lo assim que a primavera chegar.

 Mosteiro de St.Ursanne: fundado no século 11. Mais de 900 anos de história!

St. Ursanne, que já pertenceu à França, tem um centro histórico que pouco mudou ao longo dos séculos. Ele é caracterizado por casarões que datam do século XIV ao século XVI. Atualmente a cidade possui alguns hotéis e até um cabaré, quem sabe para alegrar os dias dos solitários do inverno. (rs.)

A cidade é cortada pelo rio Doubs que faz um percurso em St.Ursanne antes de circular para a França. Desde janeiro de 2009 St.Ursanne foi anexada (juntamente com outras cidades do cantão Jura) ao novo município de Clos du Doubs.
 
 St Ursanne e o Rio Doubs

Já que o inverno é longo por aqui, o jeito é tentar aproveitar no estilo "é o que tem pra hoje", ou melhor, para o inverno (eu procuro sempre pensar assim, acho que é tipo uma fórmula contra o mau humor e o pessimismo). Porque, felizmente, aqui há também muitos dias de céu azul. E, a gente sabe, que eles virão.
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25.1.17

Edifício Martinelli

Primeiramente, parabéns São Paulo, pelos seus 463 anos!!! Sinto muita honra de ter nascido e crescido nesta cidade. Sou e serei eternamente paulistana, não importa onde eu viva.

Eu escrevo tanto sobre a Suíça, mas nunca, jamais esqueci ou esquecerei das minhas origens. Eu sei quem eu sou e de onde eu vim. Posso morar fora a minha vida inteira, mas quando perguntada, sempre responderei com orgulho: "Sou de São Paulo", "Ich komme aus São Paulo". E, nada melhor do que o dia do aniversário de São Paulo para escrever sobre um importante marco da cidade: o Edifício Martinelli.

De pensar que quando eu trabalhei no centro de São Paulo, o escritório da empresa era praticamente ao lado do Martinelli, mas até então, eu nunca havia visitado-o, até porque os horários de visitação ao Martinelli são um pouco ingratos para quem trabalha full time: das 09:30 às 11:30hs e das 14:00 às 16:00, ou seja, horário de almoço é fechado, mas mesmo que fosse aberto, no horário de almoço eu almoçaria, obviamente! Aos sábados as visitações estão suspensas. Portanto, para os peões trabalhadores da redondeza, fica complicado subir no seu terraço nestes horários. Enfim, sem desculpas, porque tempo, quando a gente quer, arruma, rs...

A fila para a entrada no Edifício Martinelli
É muito fácil localizar o Edifício Martinelli, ele fica no centro de São Paulo e tem três entradas: pela Rua São Bento, pela Av. São João e pela Rua Libero Badaró. Você precisa encontrar a entrada da Av. São João, no número 35. Tome o metrô e desça na estação São Bento (linha azul), que você já estará bem próximo.
Metrô São Bento, com o mosteiro ao fundo
Bem, o Edifício Martinelli foi idealizado por Giuseppe Martinelli, que foi um imigrante italiano. Em 1924 ele era não só o prédio mais alto do Brasil, como também o primeiro arranha céu da América Latina, com 30 andares e mais de 100 m de altura, o que para a época foi um marco! O blog vambora, tem um post muito bem explicado sobre a história do Martinelli.
A visitação ao terraço do Martinelli é muito tranquila, além de ser gratuita e não precisar de agendamento prévio. E a vista lá de cima é sensacional! Você enxerga longeeee.... vê a praça da Sé, o prédio dos correios, prédios da Paulista e até onde sua vista alcançar...
Estando lá em cima, o bacana é que você faz as suas fotos sem pressa, tranquilamente, pois há tempo suficiente para fotografar de todos os terraços. Foi só uma pena eu estar com uma câmera bem simples, porque com uma câmera boa e/ou profissional e tempo bom, dá pra fazer fotos incríveis lá de cima!
 Os terraços do Martinelli com a vista para a cidade de São Paulo
Eu recomendo esse passeio a todos que visitem ou mesmo aos que morem em São Paulo! Pra ter idéia só depois que vim morar na Suíça, é que fiz esta visitação. Vergonha! Só me arrependo de não ter ido antes.
São Paulo é uma cidade incrível! Não só pelo Martinelli ou os seus outros monumentos e pontos turísticos, mas também pela sua diversidade humana. Lá sempre foi o refúgio para quem procurou estudar, trabalhar e se transformar. No seu brasão, a frase "Non ducor, duo" do latim, "Não sou conduzido, conduzo", define bem o meu sentimento ao tirar essas fotos, quando essa cidade imensa se mostrou mais uma vez pra mim e me permitiu captar tantas imagens através da minha câmera.

Muitos anos de vida, Sampa! Até mais, Martinelli!
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16.1.17

Pfäffikon, o inverno

Quando Vivaldi escreveu os sonetos para as Quatro Estações, ele conseguiu demonstrar através da música e da profundidade das suas notas, a diferença entre uma estação e outra, tal qual podemos  comprovar nos lugares onde as quatros estações do ano são bem definidas.

A música transmite claramente a mudança das estações, onde por exemplo, na Primavera sentimos que é primavera, porque é uma música leve, alegre, graciosa, que simboliza o recomeço da vida na natureza. Assim o inverno também está bem representado, porque a melodia do soneto é "forte" no começo e vai se tornando menos festiva e mais profunda, como o frio e os dias escuros do inverno.

Inverno: primeiro andamento

 (*) 1 º andamento: Allegro non molto
Agitado tremor traz a neve argêntea
Ao rigoroso expirar do severo vento
Corre-se batendo os pés a todo momento
Bate-se os dentes pelo excessivo frio
  Às margens do lago de Pfäffikon em um dia frio e lindo de inverno

2º andamento: Largo
Ficar ao fogo quieto e contente
Enquanto fora a chuva a tudo banha
 O sol iluminando as árvores secas, a neve e o lago de Pfäffikon

 3º andamento:
Caminhar sobre o gelo com passo lento
Pelo temor de cair neste intento
Girar forte e escorregar e cair à terra
De novo ir sobre o gelo e correr com vigor
Sem que ele se rompa ou quebre....

...voltamos a sentir o cortante vento norte
apesar das portas fechadas
isto é o inverno que não obstante tem as suas delícias.
Sentir ao sair pela ferrada porta,
Siroco, Borea e todos os ventos em guerra;
Que este é o Inverno, mas tal, que (só) alegria porta.
Pfäffikon é uma cidade circundada pelo lago de Zurique, porém pertencente ao cantão Schwyz. A área onde está o lago é muito bonita e fica irreconhecível no inverno, principalmente quando tomada pela neve, como o dia em que fizemos estas fotos.
O inverno é uma estação do ano bem longa por aqui e ao que tudo indica esse ano teremos um inverno bem frio e com muitos dias de temperaturas negativas.

Mas, já que o inverno está ai, o jeito é passar por ele e aproveitá-lo da melhor maneira possível...

Enquanto essa neve toda não derrete vou curtindo o lado bonito do inverno.
Porque como bem escreveu Vivaldi, ele existe. E além do mais, o inverno também traz alegrias! Pelo menos para alguns, rs...

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13.1.17

O inverno na Suíça: roupas, acessórios e sapatos que funcionam

Primeiramente feliz ano novo!! Espero que todos tenham tido uma ótima entrada de ano e que as energias tenham sido renovadas para o ano que se inicia.

E início de ano por aqui é sinônimo de muito frio! Frio e neve! Foi assim que começou 2017. E, todos os anos, assim que começa o inverno, começam a pipocar dúvidas e perguntas sobre o frio: "estou indo dia tal para a Suíça, é muito frio?"..."onde posso comprar roupas de inverno ai"? "corro o risco de pegar neve"? Sim, é bastante frio e o risco de pegar neve entre dezembro e fevereiro, existe. No entanto, é possível passar o inverno sem muita "sofrência", se você souber escolher bem as suas roupas, calçados e acessórios para passar pelos dias mais frios.

Eu digo isso porque depois de alguns aninhos morando aqui, eu posso dizer que aprendi a comprar roupas para o inverno, isso porque eu já comprei muita coisa errada, que fizeram eu me arrepender (e passar frio!), mas também que me ensinaram a escolher o que funciona pra mim. E, inverno na Suíça, não é brincadeira não! Esse inverno as temperaturas estão muito baixas. Já estamos há vários dias com temperaturas abaixo de zero!

Hoje em dia eu sou da opinião que vale muito mais a pena investir em roupas feitas de tecidos naturais na composição (como lã, cashmere, merino) do que ter várias blusinhas/pullovers/casacos de tecido sintético, que além de não esquentarem, farão você suar e também não criarão um isolamento contra o frio.

Lã e cashmere na composição: quanto maior a porcentagem, melhor!!
Claro que quanto mais nobre for o tecido, mais caro ele vai custar, porém o custo x benefício valerá a pena. E também não é preciso (e tampouco acessível) comprar tudo de uma vez. A cada inverno, adquirindo aqui e ali uma ou outra peça de mais qualidade, aos poucos você conseguirá montar um guarda roupa de inverno bem bacana - e quentinho. Para quem vem passar só um curto período de tempo em um lugar de clima frio, talvez não valha a pena comprar muitas coisas, já que no Brasil, dependendo de onde se more, essas roupas serão pouco usadas. Entretanto, para quem mora ou vem à Europa ou à outros lugares de clima frio com uma certa frequência, vai valer a pena. Aqui na Suíça a partir do dia 27 de dezembro até finalzinho de janeiro, a maioria das lojas começam a liquidarem. E é ai que vale a pena começar a procurar pelas promoções de roupas de inverno. E promoção por aqui é promoção mesmo, com descontos que ultrapassam os 70%.

De tudo o que eu já comprei e usei essas são as coisas e materiais que melhor funcionam pra mim, para o inverno daqui:

Tecido natural: conforto e qualidade

Das lãs, o cashmere é um dos tecidos mais caros, mas vale cada centavo. Claro que uma blusa 100% cashmere (eu nem tenho uma!), vai custar muito (a partir de uns 200 francos por aqui) e nem são encontradas em todas as lojas. Entretanto muitas lojas vendem pullovers com uma mistura de lãs - ai entra o cashmere - que pode conter 5,10,15% desta lã na composição. E mesmo essas pequenas porcentagens, acreditem, já fazem muita diferença.
A Benetton é umas das lojas onde há sempre uma boa ofertas de pullovers com cashmere na composição e na época das sales é possível comprar essas blusas por a partir de 50 francos!!

Além do cashmere outras lãs como merino, alpaca e angorá também esquentam bastante. Não esqueça sempre de olhar a etiqueta interna das roupas que informa a porcentagem e o tipo de material usado. Porque, convenhamos, que no ambiente aquecido das lojas, qualquer tecido sintético parecerá quentinho quando tocado. E é ai que a gente se engana, compra e depois passa frio!
Pullover da Esprit, com lã e alpaca na composição
Cachecol com uma pequena, mas confortável, porcentagem de lãs

Jaquetas & calçados respiráveis x tecidos de alta performance: não é feitiçaria, é tecnologia!

A tecnologia investida em roupas para deixar o corpo transpirar e respirar naturalmente é o que existe de mais moderno em termos de vestimentas para o inverno e a neve. Jaquetas, calçados, casacos têm sido desenvolvidos com uma tecnologia usada pela NASA para as roupas dos astronautas.

A Geox é uma marca italiana e líder no mercado neste segmento que após anos de pesquisa, desenvolveu o "calçado que respira", que conquistou o mercado. Com o sucesso, as pesquisas foram ampliadas, surgindo uma linha de casacos e jaquetas com a mesma tecnologia respirável dos sapatos. 

A explicação da Geox:
"A transpiração: A transpiração é o sistema de regulação térmica do nosso corpo: o suor, ao evaporar, retira o excesso de calor. Os pés, devido ao peso e ao movimento, são uma das partes do corpo que mais transpira: o calçado comum com sola em borracha impede a evaporação do suor e faz condensar sob a base dos pés, provocando a desagradável sensação de pés molhados."

O mesmo acontece com as outras partes do nosso corpo!

Regulagem termal, impermeabilidade, leveza e corta-vento. Tudo isso
em um só casaco!!
As melhores jaquetas normalmente são forradas com penas de ganso, o que as tornam leves e ao mesmo tempo esquentam e formam uma barreira que protege contra o frio e vento. Aqui na Suíça existe uma linha de jaquetas chamadas "funktionsjacke" (jaquetas com função), ou seja, a jaqueta tem uma ou mais funções como todas essas citadas (regulagem termal, corta vento e etc...). Aqui não basta estar vestido "na moda", é imprescindível se proteger bem do frio! Afinal isso pode custar a sua saúde.
 
Na etiqueta a composição: 70% penugem (daunen em alemão), 30% penas/plumas (Federn)

Eu tenho uma jaqueta da Geox, e foi de longe uma das melhores compras de inverno que eu fiz. E, quando eu falo que promoção na Suíça é de verdade...., eu paguei 100 francos pela jaqueta, quando a comprei na Schild, em uma super promoção de inverno! Claro, que não só a Geox tem jaquetas boas, há várias no mercado, o negócio é procurar bem e sempre prestar atenção no acabamento e no enchimento delas.  
Ah, casacos em geral, eu também sempre compro com bolsos, pois isso vai ajudar a aquecer as mãos quando estiver na rua!!

Além disso eu gosto muito de coletes (aqui são chamados de Gilet), que protegem bem e te ajuda na construção de camadas entre uma roupa e outra, além de não deixarem você com a aparência de um(a) "astronauta" por estar usando milhares de camadas de roupas.

 

Fleece, uma ajuda intermediária entre as camadas de roupas

O fleece é um tecido parecido com a flanela. Ele é de um tipo de material muito usado para roupas de montanha, ou seja, é um tecido muito apropriado para esportes de montanhas e para atividades outdoor, mas que não impede que você o use em dias mais frios quando vai passar muito tempo ao ar livre (visitando por exemplo um mercado de Natal, hehe, ou em dias que além de frio, venta muito.


Em todas as lojas de esporte daqui é possível encontrar blusas em malha fleece. Este é um tipo de tecido que faz uma isolação muito eficiente. Ele também é usado como forro para gorros. Os gorros que são feitos somente de lã, até funcionam, mas não para aqueles dias em que venta muito e o vento parece que vai entrando nas suas entranhas!!! Um reforço de fleece no forro é sempre bem vindo para estes dias.
Gorros de lã forrados com fleece

Além disso o fleece é também usado como forro para meia calças de inverno (aqui chamadas de Thermo Strumpfhose ou Fleece Strumpfhose).Eu não gosto de usar meia calça com calça, acho que fica muito "pesado", porém tem dias que não tem jeito! Entretanto essa meia calça mesmo sendo usada com saia, protege MUITO. Uma maravilha! Esquenta e protege contra o frio e vento. Vale a compra.

Botas com solado antiderrapante
Claro que os calçados também precisam de uma atenção. As melhores botas para o inverno são aquelas forradas e com um solado grosso e antiderrapente. Eu também compro as minhas botas de inverno um número maior para poder usá-la com uma meia mais grossa (ou duas). Essa folga faz com que a bota não fique me apertando!

Eu já escorreguei mais de uma vez, naquela neve que vai derretendo e tenho certeza que só não me espatifei no chão por causa do solado antiderrapante da minha bota. Aquelas botas com solado liso, servem só mesmo para quando o tempo estiver seco, porque no piso molhado e na neve, as chances de você tomar um tombaço com elas serão grandes!

Isolação para calçados
Uma ajuda extra para os calçados são as palmilhas com forro de alumínio. Elas ajudam a criar uma isolação entre o solado e o chão. Faz diferença mesmo! Aqui na Suíça elas podem ser encontradas no Supermercado Migros ou em lojas de calçados como a Dosenbach, Oschner Sports e outras lojas de esportes.


Spray para impermeabilizar calçados e casacos 
Outra coisa super importante é impregnar/impermeabilizar os seus calçados e casacos. Consulte sempre o verso da embalagem para saber se o spray é apropriado para ser usado em qualquer tipo de tecido. Normalmente eu não uso para casacos de lã, mas sim para couro e material sintético. Quando você for sair na neve ou em dias que chove muito é importante impermeabilizar principalmente o seu sapato. Isso criará uma camada de proteção nele contra a água, que acaba danificando, principamente o couro. Além disso protegerá o seu sapato contra o sal que fica retido na neve quando ela está sendo derretida e passa para o seu sapato. Aqui a limpeza da neve é feita com sal para que ela derreta rápido e isso é um "veneno" para o couro, que o danifica e faz "rachar". Impregne sempre que possível o seu sapato antes de sair de casa e quando voltar, limpe e dê mais uma "sprayzada" quando você sair de novo na chuva ou na neve. Isso vai garantir que o seu sapato tenha uma vida útil mais prolongada, além de estar sempre com aparência de bem cuidado. Esses sprays (Dauer Imprägnierer) você encontra em lojas de calçados e supermercados. 


E, se mesmo assim, você estiver na rua e ainda sentir muito frio, entre em uma loja para se aquecer, ou melhor ainda, pare em uma cafeteria e tome um café com bolo! Com certeza isso vai te ajudar a passar pelo inverno de uma maneira bem mais agradável, confortável, aquecida - e gostosa!

O inverno não precisa ser penoso. Mesmo que você ainda não trabalhe, não esteja estudando ou não tenha tantos compromissos fora de casa, procure sair, nem que seja para dar uma volta pelo quarteirão. Isso ajudará você a ir criando mais resistência contra o frio. Além disso a gente precisa mesmo respirar um frischluft (ar fresco). Os suíços não abrem mão de sair para caminhar e respirar um ar fresco, mesmo no inverno. O corpo precisa de movimento, até para poder queimar as calorias de tudo que a gente come no inverno, hehe.

⛄ ⛄ ⛄Que o inverno seja agradável para todos que passam por aqui! ⛄ ⛄ ⛄
Até mais!
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